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Lewandowski apoia PEC da Segurança e critica estagnação do sistema brasileiro

Ministro da Justiça defende PEC da Segurança Pública para modernizar sistema e garantir financiamento estável às forças policiais

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante audiência na Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução)
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  • O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública em audiência pública na Câmara dos Deputados, em 16 de setembro de 2025.
  • A PEC busca constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), ampliar as atribuições da Polícia Federal e garantir financiamento estável para o setor.
  • Lewandowski criticou o modelo atual de segurança pública, que considera defasado desde a Constituição de 1988, e destacou a evolução da criminalidade.
  • A proposta inclui quatro pilares: integração das forças policiais, financiamento perene, controle e transparência, e ampliação de competências da Polícia Federal.
  • A comissão especial, presidida por Aluísio Mendes, planeja reuniões frequentes e espera votar a proposta ainda este ano.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública durante a audiência pública na Câmara dos Deputados, realizada nesta terça-feira, 16. A proposta busca constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), ampliar as atribuições da Polícia Federal e garantir um financiamento estável para o setor.

Lewandowski destacou que o modelo atual de segurança pública no Brasil é defasado, com uma estrutura que remonta à Constituição de 1988. Ele enfatizou que a criminalidade evoluiu, mas as ferramentas de combate ao crime não acompanharam essa mudança. O ministro comparou a situação atual à lógica de segurança do período imperial, onde o crime era visto como um fenômeno local, enquanto hoje é um problema global.

Propostas da PEC

A PEC apresenta quatro pilares principais:

1. Integração das forças policiais: tornar o SUSP parte da Constituição, permitindo uma cooperação mais eficaz entre União, estados e municípios.

2. Financiamento perene: constitucionalizar o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário, protegendo-os de cortes orçamentários.

3. Controle e transparência: criar corregedorias e ouvidorias autônomas para todas as polícias, permitindo que a população participe do feedback sobre a segurança pública.

4. Ampliação de competências: reforçar a atuação da Polícia Federal em áreas como crimes ambientais e milícias, além de expandir as funções da Polícia Rodoviária Federal.

Lewandowski também criticou a incoerência entre a cooperação internacional do Brasil em combate ao crime organizado e a fragmentação do sistema interno. A comissão especial, presidida por Aluísio Mendes e com relatoria de Mendonça Filho, planeja realizar reuniões frequentes, com a expectativa de votar a proposta ainda este ano, conforme o desejo do presidente da Câmara, Hugo Motta.

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