Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MPF notifica Caixa por omissão em resposta sobre poupanças de escravizados

MPF investiga a Caixa Econômica Federal por poupanças de escravizados, enquanto catalogação do acervo pode levar mais de 20 anos.

Caixa Econômica Federal (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério Público Federal (MPF) notificou a Caixa Econômica Federal por não responder a intimações sobre poupanças de pessoas escravizadas no século XIX.
  • O procurador da República, Julio José Araújo Junior, solicitou informações sobre a catalogação e digitalização do acervo histórico.
  • A Caixa admitiu que a catalogação pode levar mais de 20 anos.
  • A investigação foi proposta pelo Quilombo Raça e Classe (QRC), que busca entender o papel da Caixa na exploração de africanos escravizados.
  • Após a abolição em 1888, os valores poupados foram apropriados pelos proprietários, e o procurador pediu detalhes sobre o destino desse dinheiro.

O Ministério Público Federal (MPF) notificou a Caixa Econômica Federal por não ter respondido a intimações sobre poupanças de pessoas escravizadas no século XIX. O procurador da República, Julio José Araújo Junior, solicitou esclarecimentos sobre a catalogação e digitalização do acervo histórico, além de informações sobre o tratamento adequado desse patrimônio.

Durante uma reunião há um mês, a Caixa admitiu que a catalogação completa pode levar mais de 20 anos. A investigação foi proposta pelo Quilombo Raça e Classe (QRC), que busca entender o papel da Caixa na exploração de africanos escravizados, especialmente em relação à chamada “poupança dos escravizados”. A entidade afirma que a Caixa criou mecanismos que permitiram a escravizados acumular recursos sob a tutela de seus senhores, com a promessa de compra da alforria.

Rosenverck Estrela, membro da direção nacional do QRC, destacou que, após a abolição em 1888, os valores poupados foram apropriados pelos proprietários. Ele enfatiza que, apesar de a Caixa permitir que pessoas escravizadas fossem clientes, a compra de alforrias era rara e, com a abolição, as poupanças foram retidas. O procurador também pediu detalhes sobre o destino desse dinheiro.

A proposta de investigação surge após um inquérito aberto pelo MPF contra o Banco do Brasil em 2023, que investiga suas ligações com o comércio de africanos escravizados. Pesquisadores apontaram vínculos diretos entre traficantes e o capital investido no banco. O BB foi obrigado a apresentar um plano de ações de reparação à população afrodescendente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais