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ONU afirma que Israel cometeu genocídio em Gaza, segundo comissão de investigação

Relatório da ONU aponta que Israel cometeu atos genocidas em Gaza, com mais de 64.905 palestinos mortos desde outubro de 2023.

Comissão da ONU afirma que Israel cometeu quatro atos genocidas contra palestinos em Gaza durante a guerra (Foto: Reprodução)
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  • Uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) acusou Israel de genocídio contra os palestinos em Gaza.
  • O relatório, apresentado em 16 de setembro de 2025, afirma que quatro dos cinco atos genocidas definidos pela Convenção sobre Genocídio de 1948 foram cometidos.
  • As ações incluem assassinatos em massa e imposição de condições de vida que visam a destruição do grupo.
  • O governo israelense rejeitou as acusações, classificando o relatório como distorcido e baseado em informações manipuladas.
  • A situação em Gaza continua crítica, com mais de 64.905 palestinos mortos desde o início do conflito em outubro de 2023 e uma iminente crise de fome.

Uma comissão da ONU divulgou um relatório acusando Israel de genocídio contra os palestinos em Gaza. O documento, apresentado em 16 de setembro de 2025, afirma que desde o início do conflito em outubro de 2023, quatro dos cinco atos genocidas definidos pela Convenção sobre Genocídio de 1948 foram cometidos. As ações incluem assassinatos em massa, imposição de condições de vida que visam a destruição do grupo e a prevenção de nascimentos.

O relatório, elaborado pela Comissão Internacional Independente de Investigação sobre os Territórios Palestinos Ocupados, destaca que as declarações de líderes israelenses, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog, evidenciam uma intenção genocida. A comissão, liderada por Navi Pillay, ex-chefe de direitos humanos da ONU, enfatiza que a situação em Gaza é uma emergência legal e moral.

Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou em cerca de 1.200 mortes em Israel, mais de 64.905 palestinos foram mortos em ataques israelenses, segundo o ministério da saúde local. A infraestrutura de Gaza está em colapso, com 90% das casas danificadas e sistemas de saúde e saneamento em ruínas. A ONU declarou uma fome iminente na região.

Reação de Israel

O governo israelense rejeitou as acusações, classificando o relatório como “distortivo e falso”. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que as alegações são baseadas em informações manipuladas pelo Hamas. Israel defende que suas operações visam desmantelar as capacidades do Hamas e não a população civil de Gaza.

A comissão da ONU também alertou que a falta de ação da comunidade internacional diante das evidências de genocídio pode ser vista como cumplicidade. O relatório sugere que outros países devem interromper a transferência de armas para Israel e tomar medidas para prevenir o genocídio.

Implicações Internacionais

O relatório da ONU pode influenciar ações em tribunais internacionais, como o Tribunal Penal Internacional. A comissão não possui poder legal, mas suas conclusões podem aumentar a pressão diplomática sobre Israel. A situação em Gaza continua a se deteriorar, com organizações de direitos humanos pedindo um cessar-fogo imediato e acesso irrestrito à ajuda humanitária.

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