- Um grupo criminoso internacional, formado por brasileiros e chineses, é acusado de estelionato e lavagem de dinheiro.
- A investigação começou em 2022, após um golpe em Rosana, São Paulo, onde um morador perdeu cerca de R$ 30 mil em uma plataforma online fraudulenta.
- A quadrilha coletou dados de vítimas de enchentes na Zona Leste de São Paulo para abrir contas laranjas e movimentar R$ 480 milhões.
- Recentemente, a Polícia Civil cumpriu 22 mandados de busca e prendeu cinco pessoas, incluindo Ricardo Daffre e Lin Chen.
- As defesas alegam falta de provas concretas e afirmam que a empresa 2GO colaborou com as investigações.
Um grupo criminoso internacional, formado por brasileiros e chineses, foi acusado de estelionato e lavagem de dinheiro após uma investigação que começou em 2022, em Rosana, SP. A quadrilha teria coletado dados de vítimas de enchentes na Zona Leste de São Paulo para abrir contas laranjas e movimentar R$480 milhões.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, foi desencadeada por um golpe aplicado em Rosana. Um morador perdeu cerca de R$30 mil em uma plataforma online fraudulenta que prometia retornos financeiros. Após registrar um boletim de ocorrência, a polícia começou a rastrear a quadrilha, que utilizava robôs para aplicar golpes em larga escala.
Golpes e Vítimas
Após uma enchente em março de 2022, um grupo se apresentou como uma ONG e ofereceu cestas básicas aos moradores afetados, solicitando dados pessoais para cadastro. Esses dados foram utilizados para abrir contas laranjas, que movimentavam o dinheiro obtido de forma fraudulenta. O promotor Guilherme Batalini afirmou que ainda não se sabe o número exato de vítimas, mas há relatos de que cerca de 100 pessoas estavam nas filas para receber ajuda.
As contas laranjas eram geridas por empresas de fachada, como a RMD Administração Empresarial e a 2GO Instituição de Pagamentos. A 2GO, que pertence ao policial civil Cyllas Salerno Dias, já havia sido alvo de investigações por suspeitas de envolvimento com o PCC. Recentemente, a Polícia Civil cumpriu 22 mandados de busca e cinco de prisão relacionados ao caso.
Prisões e Defesas
Entre os detidos estão Ricardo Daffre, Lin Chen, Jie Zhang, Jie Wang, Yao Ji e Xiangguo Li. As defesas alegam que não há provas concretas contra seus clientes. O advogado de Cyllas Elias afirmou que a 2GO colaborou com as investigações e que a fraude ocorreu em outro banco. As defesas de outros envolvidos não se pronunciaram até o momento. A investigação continua em andamento, buscando esclarecer a extensão do esquema e o número total de vítimas.
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