- O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) criticou a aprovação da PEC da Blindagem, considerando-a um retrocesso para a política brasileira.
- Aécio, que foi presidente da Câmara dos Deputados em 2001, afirmou que a mudança foi feita de forma apressada.
- Em 2001, ele revogou a necessidade de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para processos contra parlamentares, com apoio de 492 votos favoráveis e apenas 9 contrários.
- Ele destacou que essa revogação foi um avanço, impulsionado por pressão popular contra a impunidade, e que trouxe transformações na política, como a fidelidade partidária.
- Aécio expressou preocupação com as consequências da pressa na aprovação da PEC, afirmando que decisões apressadas podem comprometer a imagem do Legislativo.
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) criticou a recente aprovação da PEC da Blindagem, considerando-a um retrocesso para a política brasileira. Aécio, que foi presidente da Câmara dos Deputados em 2001, destacou que a mudança foi feita de forma apressada, o que pode comprometer a eficácia das decisões legislativas.
Em 2001, Aécio Neves revogou a necessidade de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para processos contra parlamentares, uma decisão que recebeu 492 votos favoráveis e apenas 9 contrários. Ele afirmou que essa mudança foi um avanço significativo, impulsionada por uma intensa pressão popular contra a impunidade. “A discussão lá atrás foi enorme no país inteiro”, lembrou.
Aécio ressaltou que a revogação da autorização do STF iniciou um processo de transformação na política, incluindo a criação da fidelidade partidária e a limitação das medidas provisórias pelo Executivo. Para ele, essa mudança foi um sinal de recuperação da autoridade do Congresso, que passou a ter mais poder de negociação com o Executivo.
O deputado também expressou preocupação com a forma como a PEC da Blindagem foi aprovada, afirmando que “tudo o que é feito ao sabor das circunstâncias acaba não dando muito certo”. Ele acredita que a pressa na aprovação pode trazer consequências negativas para a política e a imagem do Legislativo.
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