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Alcolumbre decide manter sigilo sobre visitas de Careca do INSS ao Senado

Davi Alcolumbre mantém sigilo sobre visitas de suspeitos de fraudes no INSS, apesar da pressão de senadores da oposição e da base governista.

Presidente Lula e Davi Alcolumbre participam da Cerimônia do Dia do Exército e do Jubileu de 80 anos das Vitórias da Força Expedicionária Brasileira, na Itália (Foto: Reprodução)
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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu manter o sigilo sobre as visitas de suspeitos de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a gabinetes de senadores.
  • A decisão ocorre em meio a pressões de senadores da oposição e da base governista que buscam acesso a essas informações.
  • A Advocacia do Senado já havia negado pedidos de acesso a esses dados, citando a proteção dos mandatos parlamentares.
  • Alguns senadores, como Weverton Rocha, admitiram encontros com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, o que poderia gerar desgaste político.
  • Alcolumbre reafirmou que a abertura dos dados violaria a intimidade e a imunidade parlamentar dos senadores.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reafirmou nesta quarta-feira que manterá o sigilo sobre as visitas de suspeitos de fraudes no INSS a gabinetes de senadores. A decisão ocorre em meio a uma intensa pressão de senadores da oposição e de membros da base governista, que buscam acesso a informações que poderiam comprometer aliados.

A CPI que investiga as fraudes no INSS já havia solicitado esses dados, mas a Advocacia do Senado negou o pedido, citando a proteção dos mandatos parlamentares. Alcolumbre, ao ser questionado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), destacou que não cederá às pressões de nenhum lado. Ele afirmou que a decisão de manter o sigilo é respaldada por uma análise jurídica que defende a inviolabilidade dos mandatos.

Tensão entre os Senadores

A situação se agrava com a revelação de que alguns senadores, como Weverton Rocha (PDT-MA), admitiram ter se encontrado com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A divulgação das informações poderia expor mais encontros entre o empresário e membros da base governista, gerando desgaste político.

Parlamentares da oposição, por sua vez, pressionam para saber se representantes de entidades ligadas a fraudes, como a Amar Brasil Clube de Benefício (ABCB) e a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), foram recebidos em gabinetes de senadores durante o governo de Jair Bolsonaro. A expectativa é que esses dados possam revelar uma rede de contatos que comprometeria ainda mais a imagem de alguns parlamentares.

Alcolumbre, em resposta a essas demandas, reiterou que a confidencialidade dos mandatos será sempre defendida. Ele enfatizou que a abertura dos dados feriria o direito à intimidade e à vida privada dos senadores, além de infringir a imunidade parlamentar. A situação continua a ser um ponto de tensão no Senado, com desdobramentos que podem impactar a relação entre os diferentes grupos políticos.

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