- Os sócios da Fast Shop confessaram o pagamento de R$ 400 milhões em propinas a um auditor fiscal.
- O esquema de corrupção envolveu restituições de ICMS-ST na Secretaria da Fazenda de São Paulo.
- O acordo com o Ministério Público inclui o pagamento de R$ 100 milhões em multas e detalha o funcionamento do esquema.
- O auditor Artur Gomes da Silva Neto, preso em agosto, intermediava contatos para a compra de créditos de ICMS.
- O Ministério Público avalia compartilhar informações com a Receita Federal para investigar possíveis extensões do esquema a impostos federais.
Os sócios da Fast Shop confessaram o pagamento de R$ 400 milhões em propinas a um auditor fiscal, em um esquema de corrupção que envolve restituições de ICMS-ST na Secretaria da Fazenda de São Paulo. O acordo com o Ministério Público inclui o pagamento de R$ 100 milhões em multas e detalha o funcionamento do esquema.
Os executivos Milton Kazuyuki e Kakumoto Júlio Atsushi Kakumoto, junto ao diretor Mário Otávio Gomes, relataram como o auditor Artur Gomes da Silva Neto ofereceu “oportunidades fiscais” e prometeu blindar a empresa de fiscalizações. O esquema, que começou em 2020, permitiu à Fast Shop obter quase R$ 1,6 bilhão em restituições entre 2021 e 2025.
Artur, que foi preso em agosto durante a Operação Ícaro, intermediava contatos com empresas parceiras para a compra de créditos de ICMS. Os sócios afirmaram que ele não cobrava valores extras por essa intermediação, mas recebia 40% do valor de ressarcimento obtido na cadeia de minério. O diretor Mário também implicou outros envolvidos, como o contador Agnaldo de Campos e o lobista Celso Éder Gonzaga de Araújo, que teriam atuado na recuperação de impostos.
O Ministério Público agora avalia a possibilidade de compartilhar informações da Operação Ícaro com a Receita Federal, para investigar se o esquema se estendeu a impostos federais. Artur e Celso já foram denunciados à Justiça e o auditor permanece preso na Penitenciária de Tremembé.
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