- Brasileiros e imigrantes de várias nacionalidades protestaram em frente ao Parlamento de Portugal em três de outubro.
- A manifestação foi contra um pacote de medidas anti-imigração proposto pelo governo da Aliança Democrática.
- O pacote foi vetado pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa após parecer negativo do Tribunal Constitucional.
- Organizações como a Solidariedade Imigrante e a Casa do Brasil de Lisboa participaram do protesto, que destacou a importância dos imigrantes para a economia e a sociedade.
- Uma carta aberta de personalidades portuguesas pediu dignidade no processo de documentação e condenou a criminalização dos trabalhadores imigrantes.
Brasileiros e imigrantes de diversas nacionalidades realizaram um protesto em frente ao Parlamento de Portugal nesta terça-feira, 3 de outubro, contra o pacote de medidas anti-imigração proposto pelo governo da Aliança Democrática. A manifestação ocorreu no primeiro dia de trabalho dos deputados após o recesso parlamentar de verão.
O pacote, que recebeu um parecer negativo do Tribunal Constitucional, foi vetado pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Apesar disso, o governo de centro-direita, apoiado pela ultradireita do Chega, planeja insistir nas medidas nos próximos meses. Organizações como a Solidariedade Imigrante, a Casa do Brasil de Lisboa e a Associação de Apoio a Emigrantes, Imigrantes e Família (AAEIF) estiveram presentes, assim como cidadãos portugueses.
Em uma carta aberta, diversas personalidades da sociedade portuguesa expressaram apoio aos imigrantes, ressaltando sua importância para a democracia e a economia do país. A carta condena a criminalização dos trabalhadores imigrantes, que frequentemente enfrentam longas esperas por autorizações de residência. Sônia Gomes, fundadora da AAEIF, destacou que a manifestação busca dignidade no processo de documentação, afirmando que os imigrantes “contribuem diariamente para a construção de Portugal”.
Os manifestantes enfatizaram que os imigrantes são essenciais para setores que sustentam a economia portuguesa, como a agricultura e os serviços. A carta aberta reforça que esses trabalhadores devem ser acolhidos com igualdade e respeito, reconhecendo seu papel na sociedade e na manutenção do Estado Social.
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