- O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) vai solicitar a prisão preventiva do advogado Nelson Wilians, investigado em um esquema de desvio de R$ 6 bilhões de aposentadorias do INSS.
- O pedido será apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
- A decisão de Correia segue apreensões de bens de luxo de Wilians, incluindo um veículo Rolls-Royce avaliado em R$ 11 milhões.
- Wilians é suspeito de lavar dinheiro proveniente de descontos indevidos na folha de pagamento de beneficiários do INSS, com transações financeiras com Maurício Camisotti ultrapassando R$ 28 milhões.
- A defesa de Wilians nega as acusações e afirma que ele não tem relação com “Careca do INSS”, além de destacar que um pedido anterior de prisão foi negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) anunciou que irá solicitar a prisão preventiva do advogado Nelson Wilians, investigado em um esquema de desvio de R$ 6 bilhões de aposentadorias do INSS. A medida será apresentada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que deve deliberar sobre o pedido nos próximos dias.
A decisão de Correia ocorre após a Polícia Federal (PF) realizar uma operação que resultou na apreensão de bens de luxo de Wilians, incluindo um veículo Rolls-Royce avaliado em R$ 11 milhões, além de relógios, armas e obras de arte. O advogado é suspeito de utilizar suas empresas para lavar dinheiro proveniente de descontos indevidos na folha de pagamento de beneficiários do INSS.
As investigações revelaram que as transações financeiras entre Wilians e Maurício Camisotti, um dos principais articuladores do esquema, ultrapassam R$ 28 milhões. Além disso, veículos registrados em nome de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, estão vinculados a empresas associadas a Wilians, levantando suspeitas de ocultação de patrimônio.
Risco à Investigação
Rogério Correia argumenta que a liberdade de Nelson Wilians pode comprometer as investigações, aumentando o risco de intimidação de testemunhas e ocultação de bens. O deputado destacou que a manutenção da liberdade do advogado ameaça a ordem pública e a aplicação da lei penal, dada sua influência econômica e política.
A defesa de Wilians nega qualquer envolvimento em fraudes, afirmando que ele não responde a ações penais e que as acusações são baseadas em interpretações unilaterais. A defesa também ressaltou que o pedido de prisão anterior da PF foi negado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciando a falta de requisitos legais para tal medida. Wilians ainda afirma não ter qualquer relação com “Careca do INSS”.
Entre na conversa da comunidade