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Ex-diretor da PF é preso em operação sobre corrupção em órgãos ambientais

Ex-diretor da Polícia Federal é preso em operação que investiga esquema de corrupção em órgãos ambientais, com apuração de lucros de 1,5 bilhão

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  • Ex-diretor da Polícia Federal na gestão do governo Lula, Rodrigo de Melo Teixeira, foi preso em operação da PF que apura corrupção em órgãos ambientais.
  • Teixeira ocupava o cargo de diretor de Polícia Administrativa e, hoje, atua como diretor de administração e finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
  • A operação envolve indícios de atuação para favorecer interesses privados, com ligação a uma empresa de mineração e negócios com alvos investigados.
  • A PF aponta que houve uso de funções públicas para favorecer interesses, incluindo tentativas de influenciar investigações da própria PF.
  • O inquérito aponta lucros indevidos de cerca de R$ 1,5 bilhão, com prisões e buscas também em órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Iphan, e em órgãos estaduais de Minas Gerais.

Um ex-diretor da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira, foi preso nesta quarta-feira, 17, durante operação da PF que apura corrupção em órgãos ambientais. A ação ocorreu em Brasília e São Paulo e envolve diferentes esferas do governo.

Teixeira ocupava a função de diretor de Polícia Administrativa na PF durante a gestão do governo Lula e deixou o cargo no fim de 2023. Atualmente, ele atua como diretor de administração e finanças do Serviço Geológico do Brasil/CPRM. A prisão faz parte de uma destas fases da investigação.

A PF aponta que o ex-diretor atuava como administrador oculto de uma empresa de mineração e mantinha negócios com alvos investigados. As suspeitas referem-se a fatos ocorridos quando ele ainda era diretor da PF, sob a gestão de Andrei Rodrigues.

A investigação aponta suposto uso de influência pública para benefício próprio, incluindo interferência em investigações da própria PF ligadas a empresários. O inquérito partiu de ligações entre Teixeira e um empresário, João Alberto Lages, vinculando uma empresa de mineração à atuação dele.

Segundo o pedido de prisão, houve cessão de direitos minerários a essa empresa, cuja documentação foi apresentada como gratuita, sugerindo vantagem indevida para assegurar atuação de Teixeira junto a órgãos públicos. A PF cita agenda de reuniões entre o empresário e diretores de órgãos reguladores.

Entre os indícios, a PF aponta possível atuação para afastar o delegado responsável por um caso relacionado ao empresário, enquanto Teixeira ocupava a diretoria da PF em Brasília. A acusação envolve ainda supostos favorecimentos a interesses de terceiros.

A operação estimou lucros indevidos de cerca de R$ 1,5 bilhão ligados ao esquema, envolvendo servidores da ANM e do Iphan, além de órgãos estaduais de Minas Gerais. Um diretor da ANM em Brasília foi preso; a sede do órgão foi alvo de buscas.

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