- A Polícia Federal prendeu Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da PF em Minas Gerais, em uma operação contra corrupção e crimes ambientais.
- A ação ocorreu nesta quarta-feira e resultou em dezessete prisões e no bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos.
- Teixeira foi detido enquanto trabalhava na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais.
- A operação desmantelou uma organização criminosa com mais de quarenta empresas que subornaram servidores públicos para obter licenças ambientais fraudulentas.
- Os suspeitos podem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e crimes ambientais.
A Polícia Federal prendeu o ex-superintendente Rodrigo de Melo Teixeira em uma operação contra uma organização criminosa que atuava em corrupção e crimes ambientais. A ação, realizada nesta quarta-feira, resultou em 17 prisões e no bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos.
Teixeira, que ocupou cargos importantes na PF e em outras instituições, foi preso enquanto trabalhava na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. Ele foi superintendente da PF em Minas Gerais durante investigações significativas, como o atentado a Jair Bolsonaro e o rompimento da barragem em Brumadinho.
A operação visa desmantelar um conglomerado de mais de 40 empresas que, segundo as investigações, subornaram servidores públicos para obter licenças ambientais fraudulentas. Os alvos da operação incluem o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e outros servidores públicos.
Os suspeitos poderão responder por diversos crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e crimes ambientais. A investigação, que começou em 2020, revelou que mais de R$ 3 milhões foram pagos em propinas a agentes de fiscalização. Além das prisões, a Justiça Federal determinou o afastamento de servidores e a suspensão das atividades das empresas envolvidas.
A operação conta com a participação da Controladoria-Geral da União, do Ministério Público Federal e da Receita Federal. A CBN busca contato com a defesa de Rodrigo de Melo Teixeira e aguarda posicionamentos das instituições mencionadas.
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