- Celso de Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou a condenação de Jair Bolsonaro e oficiais das Forças Armadas.
- Mello afirmou que a decisão do STF reafirma a supremacia da Constituição e criticou o Projeto de Lei da Anistia como inconstitucional.
- Ele destacou que a condenação serve como alerta contra “aventuras golpistas” e “projetos autoritários”.
- Mello elogiou o relator do processo, Alexandre de Moraes, e considerou o julgamento um marco na história do Brasil.
- O ex-ministro também criticou a pressão internacional sobre o STF, chamando-a de afronta à soberania brasileira.
Celso de Mello, ex-ministro do STF, comentou a recente condenação de Jair Bolsonaro e oficiais das Forças Armadas, afirmando que a decisão do tribunal reafirma a supremacia da Constituição. Mello criticou o PL da Anistia, considerando-o inconstitucional e uma afronta ao Estado de Direito.
Em entrevista ao Estadão, Mello destacou que a condenação é um alerta contra “aventuras golpistas” e “projetos autoritários”. Ele enfatizou que a decisão do STF possui uma função pedagógica, demonstrando que ninguém está acima das leis. Para ele, a democracia brasileira não aceita pressões internas ou externas e não tolera retrocessos institucionais.
Mello elogiou o relator do processo, Alexandre de Moraes, chamando-o de “íntegro e exemplar”. Ele também se referiu ao julgamento como um marco na história do Brasil, ressaltando que o STF não se curva a pressões e mantém sua missão de proteger a Constituição.
O ex-ministro criticou o PL da Anistia, que busca perdoar os envolvidos em atos golpistas, afirmando que tal proposta viola princípios constitucionais. Para Mello, conceder anistia a quem atenta contra a democracia é um desvio de finalidade e um vilipêndio ao Estado de Direito.
Além disso, Mello comentou sobre a pressão internacional, especialmente do governo dos Estados Unidos, que retaliou ministros do STF. Ele considerou essa ação uma afronta à soberania brasileira e um precedente perigoso nas relações internacionais. O ex-ministro denunciou a servilidade de figuras públicas que se curvam a interesses estrangeiros, chamando-os de “traidores da pátria”.
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