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Gakiya denuncia ameaças do PCC a ex-delegado assassinado após anos de investigação

Ex-delegado estava ciente de ordens do PCC para sua execução e não contava com proteção policial após aposentadoria.

Corpo de ex-delegado-geral é velado na Alesp, no litoral paulista (Foto: Reprodução)
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  • Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande no dia 15 de setembro.
  • Fontes era conhecido por seu trabalho no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e havia recebido ameaças da facção.
  • O promotor de Justiça Lincoln Gakiya informou que Fontes estava ciente de ordens para sua execução e que, mesmo aposentado, não tinha direito à escolta policial.
  • As investigações apontam que o suspeito do crime é um egresso do sistema prisional com ligações com o PCC, mas outras organizações criminosas também não estão descartadas.
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, considera oferecer proteção automática a autoridades que investigam o crime organizado após a aposentadoria.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande no dia 15 de setembro. Fontes, conhecido por sua atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), havia recebido diversas ameaças da facção criminosa ao longo de sua carreira.

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, especialista em investigações contra o PCC, revelou que Fontes estava ciente de ordens para sua execução. Gakiya destacou que, mesmo aposentado, o ex-delegado não tinha direito à escolta policial, o que o deixou vulnerável. O promotor afirmou que a morte de Fontes expõe a capacidade de retaliação do PCC e a insegurança de autoridades que se aposentam.

As investigações sobre o crime estão em andamento. Gakiya mencionou que o suspeito do assassinato é um egresso do sistema prisional com ligações com o PCC. Embora existam indícios do envolvimento da facção, o promotor não descartou a possibilidade de participação de outras organizações criminosas ou até mesmo de agentes públicos.

Gakiya também comparou o assassinato de Fontes a outros episódios de natureza terrorista atribuídos ao PCC, ressaltando a frieza e a premeditação dos criminosos. Ele enfatizou que a situação levanta preocupações sobre a segurança de outros profissionais envolvidos no combate ao crime organizado, especialmente aqueles que, após a aposentadoria, ficam desprotegidos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está avaliando a possibilidade de oferecer proteção automática a autoridades que investigam o crime organizado após deixarem seus cargos. A assessoria do governador ainda não se manifestou sobre os detalhes desse plano. A morte de Fontes reforça a necessidade de medidas de segurança para aqueles que atuam na linha de frente da justiça.

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