- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que vetará qualquer proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros condenados pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.
- Lula destacou que a decisão sobre anistia cabe ao Congresso, mas garantiu: “pode ficar certo que eu vetaria”.
- O presidente criticou a PEC da Blindagem, aprovada com ampla maioria, e afirmou que a verdadeira proteção deve ser o comportamento ético dos indivíduos.
- Em relação às tensões entre Brasil e Estados Unidos, Lula classificou as sanções comerciais impostas ao Brasil como “política pequena” e expressou confiança de que “o tempo será o senhor da razão”.
- Lula também criticou a postura da Casa Branca sobre a regulação das big techs, ressaltando que a discussão deve focar nas plataformas que atuam no Brasil.
SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou, em entrevista à BBC, que vetará qualquer proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Lula destacou que a decisão sobre anistia cabe ao Congresso, mas garantiu: “pode ficar certo que eu vetaria”.
O presidente também criticou a recente PEC da Blindagem, aprovada com ampla maioria, afirmando que a verdadeira proteção deve ser o comportamento ético dos indivíduos. Ele se distanciou da discussão sobre a anistia, enfatizando que “isso é um problema do Congresso”.
Relações Brasil-Estados Unidos
Lula abordou as tensões nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em relação ao presidente Donald Trump. Ele classificou as sanções comerciais impostas ao Brasil como “política pequena”, sem efeitos práticos, e expressou confiança de que “o tempo será o senhor da razão”. O presidente brasileiro afirmou que não possui uma relação pessoal com Trump, que, segundo ele, “nega princípios básicos” da democracia.
Além disso, Lula criticou a postura da Casa Branca, que divulgou informações enganosas sobre a regulação das big techs. Ele ressaltou que a discussão não é sobre regular plataformas nos Estados Unidos, mas sim sobre aquelas que atuam no Brasil. O presidente considerou inaceitável a forma como a administração americana tratou a questão, optando por comunicar à imprensa em vez de responder oficialmente ao governo brasileiro.
Críticas e Expectativas
Lula reiterou a importância de manter uma relação civilizada com os Estados Unidos, mas não esqueceu a participação do país no golpe militar de 1964. Ele mencionou que, apesar das tensões, deseja um convívio respeitoso e produtivo entre as nações. O presidente também criticou declarações de autoridades americanas que considera desrespeitosas à soberania nacional, como as do secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, que sugeriu aumentar punições ao Brasil.
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