- Metalúrgicos da Embraer em São José dos Campos (SP) iniciaram greve por tempo indeterminado em 17 de outubro.
- A paralisação foi aprovada por cerca de três mil trabalhadores, que exigem reajuste salarial de 11%, vale alimentação de R$ 1.000 e assinatura de nova convenção coletiva.
- A proposta da empresa, que ofereceu apenas 5,05%, foi considerada insuficiente pelos trabalhadores.
- A greve pode impactar a produção da Embraer, que emprega cerca de 9.000 pessoas na região, atrasando entregas programadas.
- A Embraer ainda não se manifestou oficialmente sobre a greve, mas afirma manter diálogo com os sindicatos.
Metalúrgicos da Embraer em São José dos Campos (SP) iniciaram uma greve por tempo indeterminado a partir de 17 de outubro. A decisão foi tomada em assembleia que contou com a participação de cerca de três mil trabalhadores. Eles reivindicam um reajuste salarial de 11%, um vale alimentação de R$ 1.000 e a assinatura de uma nova convenção coletiva. A proposta da empresa, que ofereceu apenas 5,05%, foi considerada insuficiente e não cobre a inflação.
A paralisação foi aprovada após a rejeição de uma proposta anterior que incluía a redução da estabilidade no emprego para trabalhadores que sofressem acidentes ou doenças ocupacionais. O Sindicato dos Metalúrgicos, filiado à CSP-Conlutas, destacou que a Embraer tem imposto condições que limitam os direitos dos trabalhadores, como a redução da estabilidade de 21 meses para lesões por doença e 60 meses para acidentes.
Impacto na Produção
A greve pode afetar significativamente a produção da Embraer, uma das maiores exportadoras do Brasil, que emprega cerca de 9.000 trabalhadores na região. O sindicato alerta que a paralisação pode atrasar entregas programadas tanto para o mercado interno quanto externo. O diretor do sindicato, Herbert Claros, enfatizou que a postura da empresa em retirar direitos é injustificável, especialmente considerando os lucros da Embraer, que alcançaram R$ 675 milhões no segundo trimestre de 2025.
Além disso, a Embraer anunciou um contrato de US$ 4,4 bilhões para a venda de 50 jatos E195-E2, refletindo um crescimento robusto. Apesar disso, os trabalhadores se sentem desvalorizados e exigem que a empresa compartilhe os resultados financeiros positivos com aqueles que contribuem para a produção.
Negociações em Andamento
A Embraer, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre a greve. A empresa reafirma seu compromisso com os direitos dos colaboradores e continua em diálogo com os sindicatos. A situação permanece tensa, com os trabalhadores determinados a lutar por melhores condições e reconhecimento de seus direitos.
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