- Parlamentares do Centrão reincluíram a votação secreta na pauta da Câmara dos Deputados.
- A emenda aglutinativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Imunidade (3/21) foi aprovada em 17 de setembro.
- A votação secreta permite que processos contra deputados e senadores sejam analisados sem transparência.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, reestabeleceu a proposta após ela ter sido rejeitada no dia anterior.
- O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Lindbergh Farias, e a deputada Adriana Ventura, do Partido Novo, anunciaram que irão contestar a decisão judicialmente.
Parlamentares do Centrão conseguiram reincluir a votação secreta na pauta da Câmara dos Deputados, em uma manobra que gerou polêmica. A emenda aglutinativa à PEC da Imunidade (3/21) foi aprovada nesta quarta-feira, 17, permitindo que processos contra deputados e senadores sejam analisados em votação secreta. Essa proposta havia sido rejeitada no dia anterior, mas foi reestabelecida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A inclusão da votação secreta já constava no relatório do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), mas um destaque do Partido Novo havia retirado essa previsão. Durante a discussão, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, criticou a decisão de Motta e anunciou que recorrerá à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Motta respondeu, afirmando que Farias tem o direito de recorrer, como faz frequentemente.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) também manifestou sua intenção de contestar a decisão. Ela expressou sua indignação, afirmando que a Câmara deveria ter mantido a rejeição ao voto secreto. Ventura destacou que a situação atual representa um retrocesso em relação ao combate ao foro privilegiado. O PSOL também anunciou que tomará medidas judiciais contra a inclusão da votação secreta na pauta.
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