- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reafirmou que não pretende concorrer à presidência em 2026.
- Ele declarou que seu foco é a reeleição como governador durante um evento em Araçatuba, em 17 de setembro.
- A decisão ocorre após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que resultou na inelegibilidade dele.
- Pesquisas recentes mostram Lula liderando as intenções de voto, com Tarcísio em segundo lugar.
- O governador enfrenta desafios em sua base, especialmente em relação a um projeto de anistia que gerou reações negativas entre os eleitores.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou nesta quarta-feira, 17, que não tem planos de concorrer à presidência em 2026. Durante um evento em Araçatuba, ele declarou: “Eu pretendo concorrer à reeleição.” Essa afirmação ocorre em um contexto delicado, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, o que resultou na inelegibilidade do ex-mandatário.
Tarcísio, que já havia manifestado anteriormente sua intenção de focar na reeleição, agora se distancia ainda mais da corrida presidencial. A pesquisa mais recente do instituto AtlasIntel mostra Lula (PT) liderando as intenções de voto com 48,2%, enquanto o governador aparece com 30,4%. Em um cenário de segundo turno, Lula teria 50,6% contra 45,2% de Tarcísio.
Cenário Político
A decisão de Tarcísio de não se candidatar à presidência pode ser vista como uma estratégia para consolidar sua base em São Paulo. O governador enfrenta desafios, especialmente em meio a discussões sobre um projeto de anistia a condenados por golpe de Estado, que inclui Bolsonaro. Essa postura gerou reações negativas entre os eleitores, com 49,1% discordando de suas declarações sobre a “tirania” do ministro Alexandre Moraes.
Além disso, 54,5% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Tarcísio se ele mantiver sua posição sobre a anistia. O governador, que evitou aparições públicas após a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, agora precisa lidar com a insatisfação popular e a pressão política em torno de suas declarações e ações.
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