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Suspeitos fogem em direção a São Paulo após ataque a ex-delegado-geral

Dahesly Oliveira Pires foi presa, e outros três suspeitos, incluindo Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, estão foragidos. Investigação apura crime organizado.

Jeep Renegade, supostamente utilizado por criminosos, ao lado de um Fiat Argo coberto com lona (Foto: Reprodução)
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  • O ex-delegado-geral Ruy Ferraz, de 64 anos, foi assassinado a tiros de fuzil em Praia Grande, São Paulo, na noite de 15 de setembro.
  • A polícia investiga se o crime está ligado ao trabalho de Ferraz na prefeitura ou ao seu histórico de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Dahesly Oliveira Pires foi presa por transportar um fuzil usado no crime e confessou ter buscado a arma em Praia Grande.
  • Três suspeitos, incluindo Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, estão foragidos e são investigados por ligações com o crime organizado.
  • A polícia analisa impressões digitais e material genético coletados no local do crime para identificar outros envolvidos.

O ex-delegado-geral Ruy Ferraz, de 64 anos, foi assassinado a tiros de fuzil na noite de segunda-feira, 15 de setembro, em Praia Grande, São Paulo. A polícia investiga se o crime está relacionado ao seu trabalho na prefeitura ou ao seu histórico de combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Dahesly Oliveira Pires, uma mulher presa por transportar um fuzil utilizado no crime, confessou ter buscado a arma em Praia Grande e levado para Diadema. Outros três suspeitos, incluindo Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, estão foragidos. A polícia acredita que Miranda tenha contratado Dahesly para essa tarefa.

As investigações revelaram que os criminosos fugiram em direção a Cubatão e, posteriormente, para a capital paulista. A análise de câmeras de segurança, que somam 3.500 na cidade, ajudou a traçar o percurso dos fugitivos. Dois veículos envolvidos no ataque foram apreendidos, ambos furtados em São Paulo. Um deles, uma Toyota Hilux, foi incendiado pelos criminosos, e uma pistola 9 mm foi encontrada carbonizada no local.

Investigação em Andamento

A Polícia Civil está aprofundando as investigações, que incluem a análise de impressões digitais encontradas em um imóvel em Praia Grande, onde Dahesly retirou o fuzil. 41 amostras de material genético foram coletadas no local, e a polícia busca identificar os foragidos que teriam dado suporte aos atiradores.

Além de Miranda, os foragidos Flávio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Mascherano”, são alvos prioritários. O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a participação do crime organizado na execução de Ruy Ferraz é evidente, considerando seu histórico de investigação contra a facção.

A apuração segue duas linhas principais: uma relacionada à possível represália do PCC e outra ligada à atuação de Ruy na prefeitura, onde ele estava revisando contratos de serviços públicos. A polícia continua a busca por mais informações e por outros envolvidos no crime.

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