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Corregedor propõe suspensão e censura a deputados envolvidos em motim bolsonarista

Corregedor recomenda suspensão de mandatos e censura escrita para deputados bolsonaristas envolvidos no motim de agosto na Câmara dos Deputados

Deputado Sóstenes Cavalcante e outros deputados bolsonaristas discutem novo texto para anistia de Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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  • O corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel, recomendou punições para deputados bolsonaristas envolvidos no motim de agosto.
  • As punições sugeridas incluem suspensão de mandatos e censura escrita, com o documento a ser enviado ao Conselho de Ética.
  • Entre os deputados que podem ser punidos estão Sóstenes Cavalcante, Marcel van Hattem, Zé Trovão e Marcos Pollon.
  • A suspensão de 30 dias foi sugerida para Van Hattem e Trovão, enquanto Pollon pode enfrentar 90 dias. Outros 13 deputados devem receber censura escrita.
  • O motim ocorreu em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e buscava anistia para golpistas.

O corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel (PSD-BA), recomendou punições para deputados bolsonaristas envolvidos no motim de agosto, que obstruiu o plenário em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As sugestões incluem suspensão de mandatos e censura escrita para os parlamentares, com o documento a ser enviado ao Conselho de Ética em breve.

Entre os deputados que podem ser punidos estão os líderes do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do Novo, Marcel van Hattem (RS), além de Zé Trovão (PL-PR) e Marcos Pollon (PL-MS). A suspensão de 30 dias foi sugerida para Van Hattem e Trovão, enquanto Pollon pode enfrentar 90 dias. Outros 13 deputados, incluindo Bia Kicis (PL-DF) e Carlos Jordy (PL-RJ), devem receber censura escrita.

Contexto do Motim

O motim ocorreu em resposta à decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro. Durante a obstrução, os parlamentares tentaram pressionar pela votação da anistia a golpistas e pela análise da PEC que extingue o foro privilegiado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por um encaminhamento mais cauteloso, enviando as representações à Corregedoria em vez de ao Conselho de Ética diretamente.

A situação gerou uma série de pedidos de suspensão de mandatos, refletindo a polarização no Congresso. A apuração das representações foi rápida, levando apenas 22 dias úteis. Agora, cabe à Mesa Diretora decidir sobre as recomendações e encaminhar os pedidos ao Conselho de Ética, que pode aplicar sanções que variam de advertências a cassações de mandatos.

Implicações Políticas

As punições propostas surgem em meio a negociações entre líderes do Centrão e parlamentares do PT, visando apoio à PEC da Blindagem, que dificulta investigações criminais contra deputados. A busca por penas mais brandas para os bolsonaristas pode ser uma estratégia para garantir votos favoráveis à proposta, enquanto a Câmara discute endurecer as regras do Código de Ética para evitar novos episódios de obstrução.

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