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EUA questiona credibilidade de relatório da ONU sobre genocídio em Gaza

Ofensiva israelense já deixou mais de 65 mil mortos e 400 mil deslocados em Gaza, enquanto a ONU enfrenta dificuldades para enviar ajuda humanitária

Palestinos evacuam o norte de Gaza em busca de segurança (Foto: Reprodução)
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  • O conflito em Gaza se intensificou, com Israel realizando uma ofensiva que resultou em mais de 65 mil mortos desde 7 de outubro de 2023.
  • A situação humanitária é crítica, com a ONU relatando 56 mil deslocados nos últimos dias.
  • Os Estados Unidos vetaram uma resolução da ONU que pedia um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária, alegando falta de credibilidade nas acusações de genocídio contra Israel.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, afirmou que a operação pode durar meses e visa a destruição de cidades.
  • A pressão internacional aumenta, com a Espanha pedindo ações concretas para interromper a ofensiva e a União Europeia considerando suspender acordos comerciais com Israel.

Conflito em Gaza: EUA vetam resolução da ONU e ofensiva israelense continua

O conflito árabe-israelense se intensifica, com Israel realizando uma ofensiva em Gaza que já resultou em mais de 65 mil mortos desde o início da operação em 7 de outubro de 2023. A situação humanitária se agrava, com a ONU reportando 56 mil deslocados apenas nos últimos dias.

Na quinta-feira, os Estados Unidos vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária na região. A representante americana, Morgan Ortagus, afirmou que o relatório de uma comissão da ONU que acusa Israel de genocídio carece de credibilidade e é “difamatório”. O documento, que conclui que Israel cometeu quatro dos cinco atos genocidas definidos pelo direito internacional, foi criticado por Washington.

Dados alarmantes sobre a ofensiva

Desde o início da ofensiva, cerca de 400 mil pessoas foram deslocadas de suas casas em Gaza, com a maioria fugindo para o sul da faixa. As autoridades locais reportam que mais de 3.500 pessoas morreram em Gaza desde o início da ofensiva, com a maioria das vítimas concentradas no norte. O primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, declarou que a operação em Gaza pode levar meses e que a destruição da cidade é um objetivo.

A ONU também denunciou que 11 edifícios da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos foram atingidos por ataques israelenses, abrigando milhares de civis. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, destacou que a situação está se deteriorando rapidamente, com um número crescente de deslocados.

Reações internacionais e diplomáticas

Enquanto isso, o ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, descartou a possibilidade de romper relações diplomáticas com Israel, mas enfatizou a necessidade de ações concretas para interromper a ofensiva militar. A pressão sobre a União Europeia para suspender acordos comerciais com Israel está crescendo, especialmente com a mudança de postura de países como a Alemanha.

O fechamento do cruzamento de Allenby com a Jordânia, após um ataque que resultou na morte de dois israelenses, também complica a situação humanitária, dificultando a entrada de ajuda em Gaza. A escalada do conflito continua a gerar preocupações globais sobre a proteção dos civis e a necessidade urgente de um cessar-fogo.

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