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Justiça determina quebra de sigilo dos cartões corporativos do Corinthians

Investigação apura gastos de R$ 32,5 mil em minimercado sem comércio registrado; clube afirma ter enviado documentos ao Ministério Público

Protestos no Parque São Jorge, sede do Corinthians, durante votação que resultou no impeachment de Augusto Melo (Foto: Reprodução)
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  • A juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro autorizou a quebra de sigilo dos cartões de crédito corporativos do Corinthians e de um minimercado suspeito.
  • A investigação apura gastos de R$ 32,5 mil em um local sem comércio registrado, entre os anos de 2018 e 2025.
  • As gestões de Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo estão sendo investigadas.
  • O Corinthians afirmou ter enviado todos os documentos solicitados, mas o Ministério Público considera que houve demora na entrega.
  • O minimercado é acusado de emitir notas fiscais irregulares e tenta contestar a decisão judicial.

A juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro autorizou a quebra de sigilo dos cartões de crédito corporativos do Corinthians e de um minimercado suspeito, no âmbito de uma investigação sobre gastos indevidos no clube. O Ministério Público (MP) apura movimentações que totalizam R$ 32,5 mil em um local que, segundo o promotor Cássio Roberto Conserino, não possui comércio registrado.

A investigação, que abrange os anos de 2018 a 2025, envolve as gestões de Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. O Corinthians, em nota oficial, afirmou ter enviado todos os documentos solicitados pelo MP, mas a promotoria considera que houve demora na entrega. O clube também mencionou um furto de documentos ocorrido em maio, quando Augusto Melo tentou retomar a presidência.

Irregularidades Suspeitas

Além da quebra de sigilo dos cartões, a juíza autorizou a análise do Oliveira Minimercado, que é investigado por emitir notas fiscais irregulares. O estabelecimento tenta contestar a decisão judicial por meio de um habeas corpus. A apuração começou após a divulgação de faturas do cartão corporativo do Corinthians, que levantaram suspeitas sobre a gestão de Duílio Monteiro Alves.

Em um episódio anterior, Andrés Sanchez admitiu ter utilizado indevidamente o cartão do clube, confundindo-o com o pessoal, durante uma viagem de Réveillon. O gasto de R$ 9.416 foi posteriormente restituído com juros, após o caso ganhar notoriedade.

A investigação segue em andamento, com o MP buscando esclarecer as irregularidades e a destinação dos recursos públicos do clube.

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