- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, discutiram o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia em 19 de setembro de 2025.
- O tratado, finalizado em dezembro de 2024, aguarda aprovação do Conselho Europeu, prevista para 3 de setembro.
- Lula e Sánchez esperam assinar o acordo em dezembro, durante a cúpula do Mercosul em Brasília, em resposta ao aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- Os presidentes se reunirão na Assembleia Geral da ONU para discutir a questão palestina e co-presidirão um evento sobre democracia e combate ao extremismo.
- O acordo pode impactar 718 milhões de pessoas e gerar um crescimento de 0,5% no PIB do Brasil, mas enfrenta resistência da França, que busca proteger seu setor agrícola.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, discutiram, nesta sexta-feira, 19 de setembro, o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado, finalizado em dezembro de 2024, aguarda a aprovação do Conselho Europeu, que deve ocorrer em 3 de setembro. Após essa etapa, o texto será submetido ao Parlamento da UE e aos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).
Lula e Sánchez expressaram a expectativa de que o acordo seja assinado em dezembro, em Brasília, durante a cúpula do Mercosul. A parceria entre os blocos é considerada crucial, especialmente diante do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Desde a implementação do tarifaço, Lula tem buscado fortalecer laços comerciais e promover o multilateralismo.
Discussões na ONU
Os presidentes se encontrarão novamente na próxima semana em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU. Eles discutirão a Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina e a implementação da solução de dois Estados. Ambos repudiaram as violações do direito internacional humanitário em Gaza, como o deslocamento forçado da população.
Além disso, Lula e Sánchez co-presidirão o evento “Em Defesa da Democracia: Combatendo os Extremismos”, ao lado de líderes do Chile, Colômbia e Uruguai. O presidente brasileiro busca aumentar o intercâmbio de bens e serviços e defender a importância do multilateralismo em um cenário de tensões comerciais.
Desafios do Acordo
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode criar uma zona de livre comércio que impactará 718 milhões de pessoas. Para o Brasil, a expectativa é de um crescimento de 0,5% no PIB e um aumento nas exportações de até 0,9% no primeiro ano após a implementação. Contudo, a França, principal opositora, teme pela concorrência com produtos brasileiros e busca proteger seu setor agrícola.
O presidente francês Emmanuel Macron enfrenta pressões internas e planeja revisar cláusulas do acordo para garantir a proteção do mercado agrícola. A resistência da França, apoiada por países como Irlanda e Polônia, pode atrasar a ratificação do tratado, que ainda precisa do aval da maioria dos países da União Europeia.
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