- A União Europeia e o Mercosur estão próximos de formalizar um acordo de livre comércio, após negociações iniciadas em 1999.
- A ministra da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, visitou o Brasil para discutir a finalização do acordo, destacando a urgência em mitigar os impactos da guerra tarifária.
- Kallas se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Mauro Vieira, que afirmou que o Mercosur está pronto para assinar.
- O acordo deve ser debatido pelo Conselho Europeu, que reúne os 27 países da União Europeia.
- Kallas também criticou a Rússia pela guerra na Ucrânia e pediu que países com relações próximas à Rússia, como o Brasil, pressionem por negociações de paz.
Acordo Mercosur-UE em Foco
A União Europeia e o Mercosur estão próximos de formalizar um acordo de livre comércio, após longas negociações que começaram em 1999. A ministra da Diplomacia da UE, Kaja Kallas, visitou o Brasil para discutir a finalização desse pacto, enfatizando a urgência em mitigar os impactos da guerra tarifária e a necessidade de pressionar a Rússia.
Durante sua visita a Brasília, Kallas se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Mauro Vieira. O diplomata brasileiro afirmou que “o Mercosur está pronto para assinar”, referindo-se ao bloco que inclui Argentina, Paraguai e Uruguai. Kallas destacou que a proposta já foi enviada ao Conselho Europeu, onde os 27 países da UE devem debater o acordo.
Oportunidade Estratégica
Lula e o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, veem o momento atual como uma oportunidade estratégica para avançar nas negociações, especialmente em meio ao caos gerado pela política comercial de Donald Trump. Ambos os líderes esperam que o acordo seja selado na cúpula do Mercosur, marcada para dezembro em Brasília.
A expectativa é que a união entre Brasil e Dinamarca, que lidera a UE, favoreça a aprovação do pacto. Um acordo Mercosur-UE criaria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 700 milhões de pessoas. No entanto, países como França e Polônia ainda demonstram resistência.
Críticas à Rússia
Além das discussões comerciais, Kallas criticou a Rússia pela guerra na Ucrânia e a recente incursão de caças russos no espaço aéreo da Estônia. Ela alertou que “Putin está testando a determinação do Ocidente” e pediu que países com relações próximas à Rússia, como o Brasil, pressionem por negociações de paz.
Kallas e Lula também devem se encontrar em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU, onde discutirão questões humanitárias, incluindo as violações de direitos na faixa de Gaza. Ambos os líderes estão comprometidos em buscar soluções pacíficas para a questão palestina e em defender a democracia na América Latina.
Entre na conversa da comunidade