- O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou sua saída do governo federal após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- A decisão foi motivada por um ultimato do União Brasil, que exigiu o afastamento de seus filiados em até 24 horas.
- Sabino planeja formalizar sua renúncia após o retorno de Lula da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
- A pressão sobre Sabino aumentou após acusações contra o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, que nega as alegações.
- Sabino, que é deputado federal pelo Pará, tem planos de concorrer ao Senado em 2026 com o apoio de Lula.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou sua saída do governo federal após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorre em meio a um ultimato do União Brasil, que exigiu que seus filiados deixassem os cargos em até 24 horas. Sabino planeja formalizar sua renúncia após o retorno de Lula da Assembleia Geral da ONU, marcada para o próximo domingo.
A pressão do União Brasil, partido de Sabino, intensificou-se após reportagens que ligaram o presidente da sigla, Antonio de Rueda, a atividades ilícitas. Rueda nega as acusações e afirma que as informações divulgadas visam prejudicar a imagem do partido. A resolução aprovada pelo União Brasil determina que a permanência no governo pode resultar em sanções disciplinares, incluindo a expulsão.
Durante a reunião, que durou cerca de 1h30, Sabino expressou seu desejo de continuar no cargo, especialmente com a COP30 se aproximando, evento que ocorrerá em novembro em Belém. Ele havia discutido alternativas, como a possibilidade de se licenciar do partido, mas a pressão interna foi decisiva para sua saída.
Além de Sabino, o União Brasil mantém outros dois ministros no governo: Waldez Góes (Integração Nacional) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações), que não são filiados ao partido. A saída de Sabino marca um momento crítico na relação entre o União Brasil e o governo, refletindo um descontentamento crescente com a gestão de Lula.
Sabino, que é deputado federal pelo Pará, também tem planos eleitorais para 2026, quando pretende concorrer ao Senado, com o apoio de Lula. A situação atual gera incertezas sobre a continuidade dos filiados do União Brasil no governo e a estabilidade da aliança política.
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