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Bolsonarismo perde força após condenação e busca anistia sem mobilização popular

Aliados de Bolsonaro tentam anistia no Congresso, mas propostas são insatisfatórias e mobilização nas ruas permanece escassa.

Ex-presidente Jair Bolsonaro deixa o hospital DF Star após procedimentos médicos em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • Aliados de Jair Bolsonaro enfrentam desânimo após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão.
  • A mobilização nas ruas não ocorreu, e a estratégia atual é buscar um acordo no Congresso para anistia, mas as propostas são consideradas insatisfatórias.
  • A desmobilização é atribuída ao estado clínico e psicológico de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
  • Apoios se reúnem em vigílias, mas a participação é baixa, com apenas cerca de 40 pessoas presentes em um ato recente.
  • A comunicação entre os bolsonaristas continua ativa nas redes sociais, mas não há atos programados, e os recursos para mobilizações podem se esgotar em novembro.

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) enfrentam um clima de desalento após a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. A expectativa pela mobilização nas ruas não se concretizou, e a estratégia atual é buscar um acordo no Congresso para anistia, embora as propostas em discussão sejam consideradas insatisfatórias, prevendo apenas redução de penas.

A desmobilização é atribuída ao estado clínico e psicológico de Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. A falta de clima para novos atos é evidente, especialmente após o protesto do 7 de Setembro, que já havia sido realizado durante o julgamento. Aliados mencionam que a situação atual é diferente da de 2018, quando Lula (PT) se entregou à polícia em meio a uma mobilização significativa de apoiadores.

Mobilização e Reações

Os apoiadores de Bolsonaro têm se reunido em vigílias, mas a participação tem sido escassa. Na noite da condenação, apenas cerca de 40 pessoas estavam presentes em frente ao condomínio do ex-presidente. Os manifestantes, vestidos com camisetas da seleção brasileira, clamavam pela volta de Bolsonaro e expressavam sua fé em um “milagre” que o traga de volta ao poder.

O pastor Silas Malafaia, organizador de atos na Avenida Paulista, minimizou a falta de mobilização, afirmando que os protestos já cumpriram seu papel e que não é viável realizar manifestações consecutivas. O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) também destacou a importância do ato do Dia da Independência, que abordou a condenação de Bolsonaro.

Expectativas Futuras

Enquanto isso, a comunicação entre os bolsonaristas continua ativa nas redes sociais, com menções ao ex-presidente em alta. Um levantamento indicou que o dia da imposição da tornozeleira eletrônica teve o maior número de menções a Bolsonaro em grupos de WhatsApp. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou um vídeo emocionado, expressando apoio e esperança de anistia para o ex-presidente.

Bolsonaro permanece sem acesso a telefone ou redes sociais, e seus aliados temem que o STF determine uma prisão em regime mais severo. A possibilidade de novos atos espontâneos é mencionada, mas não há nada programado, e os recursos para mobilizações podem se esgotar em novembro.

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