- O Departamento de Transporte dos Estados Unidos revogou a imunidade antimonopólio da aliança entre Delta Air Lines e Aeroméxico.
- A decisão, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, foi baseada na alegação de que o México não cumpriu o Acordo de Transporte Aéreo de 2015.
- O governo americano afirma que o México violou o acordo ao reduzir o número de voos no Aeroporto Internacional da Cidade do México em 2022.
- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou as alegações, afirmando que as mudanças visam descongestionar o aeroporto.
- Especialistas consideram que a decisão tem mais impacto simbólico do que econômico, em um contexto de relações tensas entre os dois países.
O Departamento de Transporte dos EUA revogou a imunidade antimonopólio da aliança entre Delta Air Lines e Aeroméxico, alegando que o México não cumpriu o Acordo de Transporte Aéreo de 2015. A decisão, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode resultar em sanções adicionais.
O governo americano argumenta que o México violou o acordo ao reduzir, em 2022, o número de voos no Aeroporto Internacional da Cidade do México, o que prejudicou as operações das companhias aéreas dos EUA. O secretário de Transporte, Sean P. Duffy, afirmou que é necessário ver “ações definitivas” do México para garantir condições justas para as aerolíneas americanas.
A revogação da imunidade antimonopólio impede a Delta e a Aeroméxico de fixar preços e gerenciar capacidade em conjunto, embora ainda possam operar com códigos compartilhados. Ambas as empresas afirmaram que continuarão com seus voos normalmente e estão avaliando a decisão do DOT.
Reações e Consequências
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou as alegações dos EUA, afirmando que as mudanças no AICM visam descongestionar o aeroporto. Ela destacou que as empresas estão satisfeitas com a transferência de operações para o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles.
O impacto da decisão é considerado mais simbólico do que econômico, segundo especialistas. A medida se insere em um contexto de relações tensas entre os dois países, com o governo Trump adotando uma postura protecionista. O mercado dos EUA representa cerca de 70% dos turistas internacionais que viajam para o México, tornando a situação crítica para ambos os lados.
O especialista em Direito Aeronáutico, Rogelio Rodríguez Garduño, sugere que a administração Sheinbaum deve considerar a ampliação das operações no AICM para reduzir a pressão dos EUA. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novas medidas sendo discutidas.
Entre na conversa da comunidade