Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fim da parceria entre Delta e Aeroméxico pode desestabilizar mercado aéreo México-EUA

Revogação impede Delta e Aeroméxico de fixar preços e gerenciar capacidade em conjunto, afetando a competitividade no setor aéreo entre os países.

Aviões da Aeroméxico estacionados no Aeroporto Internacional Benito Juárez, na Cidade do México, em janeiro de 2023 (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Departamento de Transporte dos Estados Unidos revogou a imunidade antimonopólio da aliança entre Delta Air Lines e Aeroméxico.
  • A decisão, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, foi baseada na alegação de que o México não cumpriu o Acordo de Transporte Aéreo de 2015.
  • O governo americano afirma que o México violou o acordo ao reduzir o número de voos no Aeroporto Internacional da Cidade do México em 2022.
  • A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou as alegações, afirmando que as mudanças visam descongestionar o aeroporto.
  • Especialistas consideram que a decisão tem mais impacto simbólico do que econômico, em um contexto de relações tensas entre os dois países.

O Departamento de Transporte dos EUA revogou a imunidade antimonopólio da aliança entre Delta Air Lines e Aeroméxico, alegando que o México não cumpriu o Acordo de Transporte Aéreo de 2015. A decisão, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode resultar em sanções adicionais.

O governo americano argumenta que o México violou o acordo ao reduzir, em 2022, o número de voos no Aeroporto Internacional da Cidade do México, o que prejudicou as operações das companhias aéreas dos EUA. O secretário de Transporte, Sean P. Duffy, afirmou que é necessário ver “ações definitivas” do México para garantir condições justas para as aerolíneas americanas.

A revogação da imunidade antimonopólio impede a Delta e a Aeroméxico de fixar preços e gerenciar capacidade em conjunto, embora ainda possam operar com códigos compartilhados. Ambas as empresas afirmaram que continuarão com seus voos normalmente e estão avaliando a decisão do DOT.

Reações e Consequências

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou as alegações dos EUA, afirmando que as mudanças no AICM visam descongestionar o aeroporto. Ela destacou que as empresas estão satisfeitas com a transferência de operações para o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles.

O impacto da decisão é considerado mais simbólico do que econômico, segundo especialistas. A medida se insere em um contexto de relações tensas entre os dois países, com o governo Trump adotando uma postura protecionista. O mercado dos EUA representa cerca de 70% dos turistas internacionais que viajam para o México, tornando a situação crítica para ambos os lados.

O especialista em Direito Aeronáutico, Rogelio Rodríguez Garduño, sugere que a administração Sheinbaum deve considerar a ampliação das operações no AICM para reduzir a pressão dos EUA. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novas medidas sendo discutidas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais