- A Venezuela realizou um treinamento militar para civis em 20 de setembro, em resposta a ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre repatriação de imigrantes.
- Trump advertiu que a recusa em aceitar deportações resultará em consequências “incalculáveis”.
- Os Estados Unidos mobilizaram oito navios de guerra no Caribe, alegando combate ao narcotráfico, e destruíram embarcações de narcotraficantes, resultando em 14 mortes.
- A adesão ao treinamento militar foi baixa, com apenas 25 blindados mobilizados em bairros como Petare.
- Desde janeiro, mais de 13 mil imigrantes foram repatriados para a Venezuela, com um recente voo devolvendo 185 imigrantes a Caracas.
A Venezuela promoveu um treinamento militar para civis neste sábado, 20 de setembro, em resposta a ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano advertiu sobre consequências “incalculáveis” caso Caracas não aceite a repatriação de imigrantes deportados.
Os Estados Unidos mobilizaram oito navios de guerra no Caribe, alegando a necessidade de combater o narcotráfico. Recentemente, afirmaram ter destruído embarcações de narcotraficantes, resultando em 14 mortes. O governo venezuelano, por sua vez, acusa Washington de buscar uma “mudança de regime” para se apropriar de seus recursos naturais.
Durante o treinamento, civis se inscreveram voluntariamente para aprender a manejar armamentos e técnicas de defesa. Luzbi Monterola, moradora de Caracas, afirmou que está disposta a defender sua pátria. O Exército se deslocou para bairros como Petare, onde a adesão foi baixa, com apenas 25 blindados mobilizados.
Mobilização e Treinamento
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, destacou a importância da mobilização, chamando o evento de “revolução militar”. Em outras cidades, como San Cristóbal e Barinas, a participação também foi limitada. Os militares ofereceram workshops sobre o uso de armamento e técnicas de sobrevivência.
Enquanto isso, Trump reiterou sua demanda pela repatriação de imigrantes, afirmando que a recusa trará sérias consequências para a Venezuela. Desde o rompimento das relações diplomáticas em 2019, a repatriação de imigrantes é uma das poucas áreas com comunicação entre os dois países.
Recentemente, um avião americano devolveu 185 imigrantes a Caracas, e mais de 13 mil já foram repatriados desde janeiro. A tensão entre os países se intensifica, especialmente com as acusações de narcotráfico contra Maduro, que nega veementemente tais alegações.
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