- Manifestantes se reuniram na manhã de 21 de setembro de 2025, no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, Paraíba, para protestar contra o PL da Anistia e a PEC da Blindagem.
- Durante a manifestação, gritos de “fora, Hugo Motta” foram ouvidos e cartazes pediam para a Paraíba não reeleger o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
- O ato contou com a participação de partidos de esquerda, movimentos sociais e cidadãos contrários à anistia.
- A PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara em 16 de setembro de 2025, restringe punição a congressistas, permitindo prisão apenas em flagrante por crimes inafiançáveis previstos na Constituição.
- Na mesma semana, a Câmara aprovou a urgência do PL da Anistia, que pode ir direto ao plenário; o PT criticou que Motta havia prometido não pautar o tema, mas ele o levou à discussão.
Na Paraíba, manifestantes protestaram neste domingo em João Pessoa contra o PL da Anistia e a PEC da Blindagem. O ato reuniu militantes de esquerda, movimentos sociais e cidadãos contrários às medidas, com gritos de rejeição a Hugo Motta. O grupo pediu que o presidente da Câmara dos Deputados seja rejeitado na eleição estadual.
O protesto começou por volta das 8h no Busto de Tamandaré, na orla da capital. Participaram partidos de esquerda e organizações que questionam as propostas de proteção aos mandatos de parlamentares e o perdão a crimes ocorridos em 8 de janeiro.
Contexto político
Hugo Motta (Republicanos-PB) mantém forte base eleitoral no interior, especialmente no Brejo e no Sertão. A família dele tem atuação política tradicional na região, com o pai, Nabor Wanderley, prefeito de Patos. A Paraíba costuma eleger governos de esquerda nas últimas gestões.
Em 16 de setembro, a Câmara aprovou a PEC da Blindagem, que restringe prisões de parlamentares a crimes inafiançáveis. Motta afirmou que a pauta recebe apoio da maioria dos líderes e reforça a autonomia dos mandatos, sem novidades, segundo ele.
No dia seguinte, 17 de setembro, houve a aprovação da urgência do PL da Anistia, permitindo encaminhamento direto ao plenário sem comissões. A bancada do PT contestou, dizendo que a proposta busca pacificação, conforme declarações de Motta no plenário.
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