- O Brasil abrirá os discursos da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 23 de setembro.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, será o primeiro a se pronunciar.
- Lula abordará temas como soberania, democracia e mudanças climáticas.
- Ele promoverá um evento paralelo sobre democracia com a participação de Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai, sem a presença dos Estados Unidos.
- A tradição de o Brasil abrir a Assembleia se mantém desde 1955, destacando a importância do país na diplomacia global.
O Brasil abrirá os discursos da Assembleia Geral da ONU no dia 23 de setembro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o primeiro a se pronunciar. Essa tradição, que se mantém desde 1955, é um legado do diplomata Oswaldo Aranha e reflete a importância do país na diplomacia global.
Neste ano, Lula abordará temas como soberania, democracia e mudanças climáticas. Ele também promoverá um evento paralelo focado na democracia, em colaboração com Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai, sem a presença dos Estados Unidos. O evento visa discutir o fortalecimento da democracia na América Latina.
A escolha do Brasil para abrir a Assembleia não é apenas simbólica, mas uma estratégia que garante visibilidade ao país em um dos principais palcos multilaterais. O Itamaraty considera essa posição um ativo importante para pautar questões prioritárias da política externa brasileira, como a reforma do Conselho de Segurança da ONU e o combate à fome.
Historicamente, o Brasil assumiu essa posição em momentos em que outros países hesitavam, especialmente durante a Guerra Fria. Desde então, a tradição se consolidou, com exceções pontuais em 1983 e 1984, quando os Estados Unidos discursaram primeiro. A presença de Lula reafirma o compromisso do Brasil com a diplomacia e a cooperação internacional em tempos de desafios globais.
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