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Brasileiros evitam conteúdos rotulados como falsos e desconfiam da desinformação política

Estudo revela que 70% dos brasileiros não compartilham conteúdos rotulados como falsos e 64% usam o Google para verificar informações eleitorais

Brasileiros percebem aumento da desinformação digital em temas políticos e evitam conteúdos rotulados como falsos (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo do InternetLab, em parceria com a Rede Conhecimento Social, revela que 37% dos brasileiros acreditam que quase todas as informações sobre eleições são falsas.
  • A pesquisa foi realizada em julho de 2024 com 6.065 entrevistados em 19 países da América Latina e mostra que a desconfiança no Brasil é maior que a média regional de 30%.
  • Dos entrevistados, 27% consideram que quase toda informação sobre política é desinformação, enquanto apenas 11% fazem essa afirmação sobre temas cotidianos.
  • O estudo indica que 70% dos brasileiros não compartilham conteúdos rotulados como falsos e 64% utilizam o Google para verificar informações.
  • A pesquisa também destaca que a polarização política aumenta a desconfiança nas informações, com familiares sendo considerados fontes mais confiáveis que profissionais da mídia.

Um novo estudo do InternetLab, em parceria com a Rede Conhecimento Social, revela que 37% dos brasileiros acreditam que quase todas as informações sobre eleições são falsas. A pesquisa, realizada em julho de 2024 com 6.065 entrevistados em 19 países da América Latina, destaca a crescente desconfiança em relação à desinformação política no Brasil, que supera a média regional de 30%.

Os dados mostram que 27% dos brasileiros consideram que quase toda informação sobre política é desinformação, enquanto apenas 11% acreditam que isso se aplica a temas cotidianos, como preços de alimentos. Ester Borges, consultora de desinformação do InternetLab, observa que a confiança em informações do cotidiano é maior, pois são discutidas em círculos sociais próximos.

Papel Ativo na Verificação

Os brasileiros não apenas consomem notícias, mas também buscam verificar as informações que recebem. O estudo indica que 70% dos entrevistados afirmam não compartilhar conteúdos rotulados como falsos. Além disso, 64% utilizam o Google como principal ferramenta para buscar informações, seguido por Instagram (54%) e YouTube (45%). Essa busca ativa por fontes confiáveis reflete uma mudança no comportamento dos usuários.

Quando questionados sobre suas fontes de informação, 59% dos brasileiros afirmam que as redes sociais e aplicativos de mensagens são suas primeiras fontes de notícias. Quase metade desse grupo (48%) checa as informações em outras fontes posteriormente. Essa dinâmica contrasta com outros países da América Latina, onde o compartilhamento de notícias por plataformas como Facebook é mais comum.

Desconfiança e Polarização

A pesquisa também revela que a desconfiança em relação à informação é acentuada pela polarização política. Profissionais da mídia e especialistas são vistos como referências, mas familiares e amigos são considerados mais confiáveis. No Brasil, 24% confiam em familiares para informações, em comparação a 18% na média da América Latina.

A diretora-executiva da Rede Conhecimento Social, Marisa Villi, alerta que a forma como as informações são verificadas pode reforçar bolhas de comunicação, dificultando o diálogo entre diferentes grupos. Essa situação é preocupante, especialmente em períodos eleitorais, onde a troca de informações entre diferentes perspectivas se torna cada vez mais desafiadora.

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