- Roberto Samcam, crítico do regime de Ortega e Murillo, foi assassinado em sua casa na Costa Rica em 12 de setembro.
- Quatro suspeitos foram detidos, incluindo um intermediário entre os autores intelectuais e materiais do crime.
- As investigações da Polícia Judicial da Costa Rica indicam possível envolvimento do exército nicaraguense no planejamento do assassinato.
- A viúva de Samcam, Claudia Vargas, considera as detenções um avanço significativo e destaca a pressão internacional nas investigações.
- O fiscal geral da Costa Rica, Carlos Díaz, afirmou que a principal linha de investigação aponta para um “trasfondo político”.
Roberto Samcam, ex-militar e crítico do regime de Ortega e Murillo, foi assassinado em sua casa na Costa Rica em 12 de setembro. O crime gerou grande preocupação entre a comunidade nicaraguense no exílio e levantou denúncias sobre a repressão transnacional.
Recentemente, quatro suspeitos foram detidos por envolvimento no assassinato, incluindo um intermediário entre os autores intelectuais e materiais do crime. As investigações da Polícia Judicial da Costa Rica (OIJ) indicam um possível envolvimento do exército nicaraguense no planejamento do homicídio. O crime ocorreu quando Samcam foi atingido por oito disparos na porta de seu condomínio, enquanto um sicário aproveitou a situação de obras no local para entrar e executar o ataque.
A viúva de Samcam, Claudia Vargas, considera as detenções um “avanço significativo” nas investigações, destacando a pressão internacional que pode ter contribuído para a rapidez das ações policiais. O fiscal geral da Costa Rica, Carlos Díaz, afirmou que a principal linha de investigação aponta para um “trasfondo político”, desconsiderando a hipótese de envolvimento com o narcotráfico.
Entre os detidos, um homem identificado como Chaves, de 35 anos, é apontado como o intermediário, enquanto outros dois suspeitos, Cordero Robles e Castro Pérez, foram presos em operações em San José. O autor dos disparos, conhecido como Carvajal, permanece foragido. A OIJ revelou que a casa de Samcam estava sob vigilância antes do crime, reforçando a ideia de um ataque planejado.
O assassinato de Samcam não é um caso isolado; outros opositores do regime também foram vítimas de violência. Vargas ressalta que a situação representa uma vulneração da soberania da Costa Rica, que abriga um grande número de refugiados políticos nicaraguenses. Ela pede proteção para a comunidade exilada, alertando sobre a normalização de assassinatos políticos em países que deveriam ser seguros.
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