- O presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em evento na Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de outubro de 2023.
- A França abrirá uma embaixada na Palestina após a devolução de reféns do Hamas e a implementação de um cessar-fogo.
- Macron destacou a importância de um Estado palestino soberano e desmilitarizado, reconhecido por Israel, como parte de um futuro pacífico.
- O evento foi co-patrocinado pela França e pela Arábia Saudita, sem a presença de Israel e dos Estados Unidos, que se opõem ao reconhecimento.
- A decisão da França segue uma tendência de reconhecimento da Palestina por outros países, como Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido.
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou oficialmente o reconhecimento do Estado da Palestina durante um evento na ONU em 22 de outubro de 2023. A declaração marca um passo significativo na política externa francesa, que já havia manifestado apoio à solução de dois Estados. Macron destacou que este reconhecimento é uma afirmação da dignidade do povo palestino, enfatizando que “não é apenas mais um povo”, mas sim um povo com história.
O evento, co-patrocinado pela França e pela Arábia Saudita, ocorreu sem a presença de Israel e dos Estados Unidos, que se opõem à proposta de reconhecimento. Macron afirmou que a França abrirá uma embaixada na Palestina assim que os reféns do Hamas forem devolvidos e um cessar-fogo for estabelecido. Ele ressaltou a importância de um Estado palestino soberano e desmilitarizado, reconhecido por Israel, como parte de um futuro pacífico na região.
A decisão da França segue uma onda de reconhecimento da Palestina por outros países, como Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido, que também oficializaram sua posição no dia anterior. Macron, ao fazer seu discurso, pediu à comunidade internacional que se responsabilize pela falta de paz no Oriente Médio e condenou a continuação das operações militares em Gaza.
O reconhecimento francês é significativo, pois a França abriga a maior comunidade judaica e árabe da Europa. O gesto é visto como uma vitória diplomática, mas também gerou reações mistas dentro do país. Enquanto setores da esquerda apoiam a medida, a direita expressou descontentamento. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também se manifestou, descrevendo a ofensiva israelense em Gaza como genocídio e reforçando a urgência do reconhecimento da Palestina.
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