- As manifestações de 21 de setembro em todas as 27 capitais do Brasil reuniram cerca de 42.379 pessoas na Avenida Paulista, demonstrando forte rejeição à anistia aos golpistas do 8 de janeiro e à PEC da Blindagem.
- A resistência à anistia já era evidente, com tensões entre o centrão e o PL, e a proposta enfrentou forte oposição entre bolsonaristas na Câmara dos Deputados.
- O relator da PEC, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), planejava um texto que poderia reduzir as penas de Bolsonaro e dos condenados, mas essa ideia não teve apoio.
- O relator da PEC no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), criticou a proposta, chamando-a de “um absurdo”, e a expectativa é de que ela seja rejeitada na próxima sessão.
- A mobilização popular desafiou a narrativa de que o bolsonarismo detinha o monopólio da mobilização, enquanto o governo Lula vê oportunidades para avançar em outras pautas.
Os protestos realizados em 21 de setembro em todas as 27 capitais do Brasil marcaram uma reviravolta significativa nas discussões sobre a anistia aos golpistas do 8 de janeiro e a PEC da Blindagem. A mobilização popular, que reuniu cerca de 42.379 pessoas na Avenida Paulista, é vista como um forte indicativo de rejeição a essas propostas, segundo ministros do governo Lula e parlamentares aliados.
A resistência à anistia já era evidente, com tensões entre o centrão e o PL. O relator da proposta, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), planejava um texto que poderia reduzir as penas de Bolsonaro e dos condenados, mas essa ideia encontrou forte oposição entre os bolsonaristas na Câmara. As manifestações intensificaram a pressão sobre a tramitação da anistia e da PEC, levando a uma reavaliação do apoio político, inclusive entre os próprios aliados do ex-presidente.
Mobilização e Reações
Os atos de 21 de setembro foram considerados um “pá de cal” para a anistia e para a imagem de Jair Bolsonaro. A grande participação popular fez com que líderes do centrão reconsiderassem seu apoio à proposta, enquanto bolsonaristas criticaram a urgência da votação da anistia, que ocorreu logo após a aprovação da PEC da Blindagem. Essa sequência de eventos gerou um clima de insatisfação e desconfiança entre os parlamentares.
O relator da PEC no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), já se manifestou contra a proposta, chamando-a de “um absurdo”. A expectativa é que a PEC seja rejeitada, com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), afirmando que a proposta será o primeiro item da pauta na próxima sessão.
Impactos no Legislativo
A mobilização popular também teve repercussões diretas na Câmara dos Deputados, onde o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) enfrentou críticas severas. Os protestos demonstraram que a esquerda conseguiu mobilizar um número significativo de apoiadores, desafiando a narrativa de que o bolsonarismo detinha o monopólio da mobilização popular.
Com a pressão crescente, a imagem do bolsonarismo se deteriora, enquanto o governo Lula vê uma oportunidade de avançar em pautas como a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda. O cenário político se torna cada vez mais desafiador para os defensores da anistia e da PEC, que agora enfrentam um forte movimento popular contra suas propostas.
Entre na conversa da comunidade