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Lula afirma na ONU que Israel e Palestina têm direito à existência e paz

Lula critica ações de Israel em Gaza e propõe mecanismo internacional contra o apartheid, além de se unir a processo judicial na Corte Internacional de Justiça.

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala aos delegados durante reunião sobre a solução de dois Estados entre Israel e palestinos na sede da ONU, em Nova York (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a suspensão da compra de materiais de Defesa de Israel e o controle sobre importações de assentamentos ilegais.
  • A declaração ocorreu durante a Conferência de Alto Nível sobre a Palestina, convocada pela França.
  • Lula classificou as ações israelenses em Gaza como genocídio e destacou a grave situação humanitária, com mais de cinquenta mil crianças afetadas e 90% dos lares palestinos destruídos.
  • O presidente sugeriu a criação de um mecanismo internacional anti-apartheid e anunciou que o Brasil se unirá a um processo judicial contra Israel na Corte Internacional de Justiça.
  • Ele criticou a paralisia do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e pediu que a Assembleia-Geral atue para resolver o conflito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira, a suspensão da compra de materiais de Defesa de Israel e o controle sobre importações provenientes de assentamentos ilegais. A declaração foi feita durante a Conferência de Alto Nível sobre a Palestina, convocada pela França, onde diversos países reafirmaram o reconhecimento do Estado Palestino, uma posição que o Brasil adotou em 2010. Lula classificou as ações israelenses em Gaza como genocídio, afirmando que tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir.

Durante sua fala, Lula destacou a grave situação humanitária em Gaza, mencionando que mais de cinquenta mil crianças foram afetadas e que 90% dos lares palestinos foram destruídos. Ele também alertou que meio milhão de palestinos enfrenta insegurança alimentar, comparando essa situação a populações de grandes cidades. O presidente condenou os ataques do Hamas, mas rejeitou a justificativa de legítima defesa para as ações israelenses, que resultaram em matança indiscriminada de civis.

Propostas de Lula

Lula sugeriu a criação de um novo mecanismo internacional inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que poderia ajudar a abordar a questão palestina. Ele enfatizou a necessidade de um fortalecimento das instituições internacionais e a autodeterminação da Palestina como passos essenciais para restaurar a eficácia do multilateralismo. O presidente também anunciou que o Brasil se unirá a um processo judicial contra Israel na Corte Internacional de Justiça, iniciado pela África do Sul.

Essas declarações ocorrem em um contexto de crescente isolamento internacional de Israel, com países como Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecendo o Estado Palestino. Lula criticou a paralisia do Conselho de Segurança da ONU, que, segundo ele, impede a resolução do conflito, e pediu que a Assembleia-Geral exerça sua responsabilidade diante da omissão do Conselho.

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