- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a disposição de prorrogar o tratado de desarmamento nuclear Novo Start por um ano.
- A proposta está condicionada a uma ação similar dos Estados Unidos.
- O tratado, assinado em dois mil, limita o número de ogivas nucleares a mil quinhentas e cinquenta por país.
- Putin afirmou que a Rússia respeitará as limitações até cinco de fevereiro de dois mil e vinte e seis, dependendo das ações dos EUA.
- A continuidade do tratado é vista como crucial para a estabilidade global em meio a tensões crescentes entre as potências nucleares.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta segunda-feira, 22 de setembro, sua disposição em prorrogar por um ano o tratado de desarmamento nuclear Novo Start, que limita o número de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia. A proposta, no entanto, está condicionada a uma ação similar por parte dos EUA. O Novo Start, assinado em 2010, é o último acordo de controle de armamento entre as duas potências e enfrenta um cenário de tensões crescentes, especialmente em relação à situação na Ucrânia.
Putin afirmou que a Rússia continuará a respeitar as limitações do tratado até 5 de fevereiro de 2026, mas destacou que essa decisão dependerá das ações dos Estados Unidos. O líder russo expressou preocupação com as atividades nucleares e de defesa dos EUA, especialmente em relação ao fortalecimento das defesas antimísseis. Ele alertou que ações desestabilizadoras poderiam comprometer os esforços para manter a estabilidade no Novo Start.
O tratado limita o número de ogivas nucleares a 1.550 por país e estabelece um mecanismo de verificação, embora as inspeções tenham sido suspensas nos últimos dois anos. A proposta de Putin surge em um momento em que a Ucrânia pressiona os EUA por sanções mais severas contra a Rússia. O presidente russo argumentou que a extensão do tratado poderia contribuir para a não proliferação de armas nucleares e estimular o diálogo entre as nações.
Até o momento, não houve resposta oficial de Washington à proposta de Putin. A continuidade do Novo Start é considerada crucial para a estabilidade global em um contexto de crescente rivalidade entre potências nucleares.
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