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Ataque com drones em festa de aniversário deixa oito crianças mortas no Haiti

Ataque com drones deixa mortos e feridos em festa de gangue, enquanto investigações sobre responsabilidade do governo estão em andamento

Crianças brincam em uma rua de Puerto Príncipe, Haiti, em um dia ensolarado (Foto: Reprodução)
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  • A violência no Haiti aumentou, com gangues armadas controlando Porto Príncipe.
  • Um ataque com drones kamikaze durante uma festa de aniversário de um líder de gangue resultou na morte de pelo menos oito crianças e vários adultos.
  • O incidente ocorreu no bairro de Simon Pelé, em Cité Soleil, no dia 20 de setembro.
  • As vítimas, incluindo crianças, estavam brincando quando os drones explodiram. O ataque também deixou seis feridos e resultou na morte de três civis e quatro supostos membros da gangue.
  • O governo haitiano, com apoio da empresa de segurança Vectus Global, tem utilizado drones para combater a violência das gangues, levantando preocupações sobre danos colaterais e proteção de civis.

A violência no Haiti continua a aumentar, com gangues armadas dominando Porto Príncipe. Um ataque recente com drones kamikaze durante a festa de aniversário de um líder de gangue resultou na morte de pelo menos oito crianças e vários adultos. O incidente ocorreu no bairro de Simon Pelé, em Cité Soleil, no último sábado, 20 de setembro. Durante a celebração, o líder da gangue, Albert Steevenson, conhecido como Djouma, estava distribuindo presentes quando os drones explodiram.

Testemunhas relataram que as vítimas, incluindo crianças entre dois e dez anos, estavam brincando quando ouviram as explosões. Entre os mortos estava Merika Saint-Fort Charles, de apenas quatro anos. Sua avó, Mimose Duclaire, descreveu a cena trágica e pediu justiça. O ataque também deixou seis feridos e resultou na morte de três civis e quatro supostos membros da gangue.

A investigação sobre o ataque está em andamento, conforme anunciado pela oficina do primeiro-ministro. No entanto, a falta de um comunicado oficial após 48 horas gerou questionamentos sobre a responsabilidade do governo e das forças de segurança. Romain Le Cour, do Observatório de Haiti, destacou a urgência de responsabilização.

Desde março, o governo haitiano tem utilizado drones kamikaze, com apoio da empresa de segurança Vectus Global, para combater a violência das gangues. Dados da ONU indicam que entre abril e junho, ao menos 236 pessoas morreram em operações com drones, incluindo civis. O uso de drones levanta preocupações sobre os danos colaterais e a proteção de civis.

O ataque coincide com discussões na ONU sobre o envio de uma força de segurança para ajudar a polícia haitiana. Diplomatas canadenses e americanos abordaram a necessidade de uma resolução para enfrentar a violência das gangues. Enquanto isso, a situação no Haiti se agrava, com cerca de 1,3 milhão de pessoas deslocadas e uma crise humanitária em curso.

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