- A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados solicitou a suspensão de três deputados envolvidos em um motim que paralisou os trabalhos em agosto.
- Os deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão são os alvos da medida, que será analisada pelo Conselho de Ética.
- O motim foi um protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e durou mais de 30 horas.
- Pollon pode ser afastado por noventa dias devido a ataques à presidência da Câmara, enquanto Van Hattem e Zé Trovão enfrentam suspensão de trinta dias.
- Outros onze deputados receberão apenas advertências, e a Mesa Diretora discute mudanças no Código de Ética para punições mais severas em casos semelhantes.
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, nesta segunda-feira (22), solicitar a suspensão de três deputados envolvidos em um motim que paralisou os trabalhos da Casa em agosto. Os parlamentares Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) são os alvos da medida, que será analisada pelo Conselho de Ética.
O motim ocorreu em protesto à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a ocupação do plenário durando mais de 30 horas. O corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), apresentou um parecer que identificou os comportamentos mais graves dos três deputados, recomendando punições severas. Pollon pode enfrentar um afastamento de 90 dias por ataques à presidência da Câmara, além de 30 dias por obstrução física. Van Hattem e Zé Trovão estão sujeitos a uma suspensão de 30 dias.
Punições e Consequências
Além dos três, outros 11 deputados, como Bia Kicis (PL-DF) e Carlos Jordy (PL-RJ), receberão apenas advertências. A decisão foi assinada por todos os membros da direção da Câmara, exceto pelos vice-presidentes Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA). O corregedor sugeriu que as punições fossem mais rigorosas para os parlamentares mais ativos no motim.
A nova abordagem da Mesa Diretora visa restaurar a autoridade da presidência da Câmara, que enfrentou desgaste institucional após o episódio. Desde o motim, líderes discutem mudanças no Código de Ética e no Regimento para que ações como invasões e bloqueios resultem em punições automáticas mais severas. A expectativa é que o Conselho de Ética delibere sobre as penalidades em breve.
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