- O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta crises políticas e judiciais que ameaçam seu mandato.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou sua indicação para a liderança da minoria, o que poderia protegê-lo de perder o cargo por faltas injustificadas.
- Eduardo acumula 23 ausências não justificadas na Câmara, quase o dobro de suas presenças.
- O Conselho de Ética da Câmara instaurou um processo de cassação contra Eduardo por quebra de decoro parlamentar, após representação do Partido dos Trabalhadores (PT).
- Eduardo criticou a decisão de Motta e afirmou que pretende se candidatar à presidência, mesmo sem o apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta uma série de crises políticas e judiciais que ameaçam seu mandato. Na terça-feira, 24 de outubro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou sua indicação para a liderança da minoria, uma estratégia que poderia protegê-lo de perder o cargo devido a faltas injustificadas. Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o início do ano, já acumula 23 ausências não justificadas, quase o dobro de suas presenças.
Além disso, o Conselho de Ética da Câmara instaurou um processo de cassação contra Eduardo por quebra de decoro parlamentar. A representação, apresentada pelo PT, questiona sua atuação no exterior, onde teria tentado coagir a Justiça brasileira. O relator do processo será escolhido entre três deputados, e a situação se complica ainda mais com a recente denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação de Justiça.
Repercussões Políticas
A negativa de Motta foi interpretada como uma manobra para agradar a ala do Supremo Tribunal Federal (STF) ligada a Alexandre de Moraes. A Constituição prevê a perda do mandato para parlamentares que faltarem a um terço das sessões ordinárias do ano, o que aumenta a pressão sobre Eduardo. O presidente da Câmara argumentou que sua ausência física impede o exercício pleno de suas funções.
Eduardo, por sua vez, criticou a decisão de Motta, chamando-o de “refém do regime”. Ele também afirmou que pretende se candidatar à presidência, independentemente do apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, há uma crescente preocupação entre os aliados sobre a possibilidade de Eduardo se filiar a um partido menor para viabilizar sua candidatura.
Encontro com Trump
Em meio a essa turbulência, Eduardo e os bolsonaristas foram surpreendidos por um encontro entre Lula e Donald Trump na Assembleia Geral da ONU. Trump elogiou a “excelente química” com o presidente brasileiro, o que gerou reações nas redes sociais de Eduardo, que destacou críticas de Trump ao governo brasileiro. A situação reflete um cenário de isolamento político para Eduardo, que busca consolidar sua influência em um ambiente cada vez mais hostil.
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