- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, no dia 23 de setembro de 2025.
- Ele defendeu a soberania brasileira e criticou sanções dos Estados Unidos, afirmando que medidas unilaterais são inaceitáveis.
- Lula denunciou a situação em Gaza como genocídio, condenando a violência e pedindo o reconhecimento da Palestina como estado.
- O presidente também abordou compromissos climáticos, reafirmando a meta de reduzir emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035 e anunciou a realização da COP30 em Belém.
- Ele destacou a importância da luta contra a fome, mencionando que menos de 2,5% da população brasileira está em risco de subnutrição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na 80ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, nesta terça-feira, 23, reafirmando a soberania brasileira e criticando intervenções externas. Em seu discurso, Lula denunciou as sanções dos Estados Unidos e descreveu a situação em Gaza como um genocídio.
Lula iniciou sua fala defendendo a soberania dos países, em resposta ao tarifaço de 50% imposto pelos EUA às exportações brasileiras. Ele afirmou que “não há justificativa para medidas unilaterais arbitrárias” e que a democracia e a soberania do Brasil são “inegociáveis”. O presidente também criticou a atuação de membros da extrema direita que tentam ampliar sanções contra o Brasil.
Críticas à Situação em Gaza
O presidente brasileiro condenou a violência em Gaza, afirmando que “nada justifica o genocídio em curso”. Ele destacou que os ataques do Hamas são indefensáveis, mas ressaltou que a resposta de Israel não pode resultar na morte de civis inocentes. Lula pediu o reconhecimento da Palestina como estado e criticou a decisão dos EUA de impedir que o presidente Mahmoud Abbas ocupasse a bancada palestina na Assembleia.
Além disso, Lula se opôs à proposta dos EUA de classificar facções criminosas ligadas ao tráfico como organizações terroristas, alertando que isso poderia resultar em sanções econômicas. Ele defendeu que a solução para o tráfico deve ser a cooperação internacional.
Compromissos Ambientais e Sociais
O discurso também abordou a crise climática. Lula reafirmou o compromisso do Brasil em reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035. Ele anunciou a realização da COP30 em Belém, programada para novembro, e propôs a criação de um conselho da ONU para monitorar o cumprimento das metas climáticas.
Lula destacou que o Brasil saiu do Mapa da Fome, com menos de 2,5% da população em risco de subnutrição, e mencionou a Aliança Global contra a Fome, que conta com 102 países. Ele enfatizou que a luta contra a fome é uma prioridade e que o futuro deve ser construído com cooperação e solidariedade.
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