- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, criticando a interferência do governo Donald Trump na soberania brasileira.
- Lula destacou a importância de um Conselho de Segurança da ONU mais representativo e eficaz.
- Durante o evento, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções a autoridades brasileiras, incluindo o cancelamento de vistos.
- O presidente também condenou a posição dos EUA sobre o reconhecimento do Estado palestino, chamando a situação em Gaza de “genocídio”.
- Lula se reuniu com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, para discutir regulação online e proteção de dados, sendo essa a única reunião com empresas do setor digital durante sua visita aos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira, 23, na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, onde criticou a interferência do governo Donald Trump na soberania brasileira. A fala de Lula ocorreu em meio a uma nova onda de sanções dos EUA, que incluiu o cancelamento de vistos para autoridades brasileiras, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Durante seu discurso, Lula enfatizou a tentativa de interferência do governo Trump nas instituições democráticas do Brasil. Ele também abordou a questão do multilateralismo, destacando a importância de um Conselho de Segurança da ONU mais representativo e eficaz. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia defendido a necessidade de um sistema internacional que priorize a paz e a justiça.
Além de sua participação na Assembleia, Lula se reuniu com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, para discutir regulação online e proteção de dados. Essa reunião, que ocorreu na residência diplomática brasileira, foi a única com empresas do setor digital durante a visita de Lula aos EUA.
O presidente brasileiro também criticou a posição dos EUA em relação ao reconhecimento do Estado palestino, chamando a situação atual de “genocídio”. Ele destacou que a guerra em Gaza não é apenas um ataque ao povo palestino, mas uma tentativa de destruir seu sonho de nação. Essa declaração foi feita em um contexto onde a França e outros países já reconheceram a Palestina.
As tensões entre os governos brasileiro e americano foram exacerbadas pelo cancelamento de vistos e sanções financeiras contra autoridades brasileiras, que foram vistas como uma resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo Lula ainda não se manifestou oficialmente sobre as sanções, mas a situação é considerada uma das mais graves nas relações entre os dois países em 200 anos.
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