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Venezuela se declara pronta para enfrentar ações dos EUA no Caribe

A Venezuela considera a presença militar dos EUA uma ameaça à sua soberania e reafirma a disposição para diálogo, apesar das tensões crescentes.

Indonésia e União Europeia firmam acordo de livre comércio após 10 anos de negociações (Foto: Reprodução)
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  • O chanceler da Venezuela, Yván Gil, afirmou que o país está preparado para dissuadir ações dos Estados Unidos, que mantêm um destacamento militar no Caribe.
  • Gil considera essa presença militar uma ameaça à soberania da Venezuela e à segurança da América Latina e do Caribe.
  • A Venezuela está oferecendo diálogo aos EUA, conforme uma carta enviada pelo presidente Nicolás Maduro ao presidente Joe Biden.
  • A Casa Branca confirmou o recebimento da carta, mas classificou o governo Maduro como ilegítimo e afirmou que o documento contém mentiras.
  • As tensões entre os dois países aumentaram, com acusações mútuas e um clima de desconfiança crescente.

O chanceler da Venezuela, Yván Gil, afirmou que o país está “preparado” para dissuadir qualquer ação dos Estados Unidos, que mantêm um destacamento militar no Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Gil declarou que essa presença militar representa uma ameaça à soberania da Venezuela e à segurança da América Latina e do Caribe.

Durante uma entrevista ao canal estatal VTV, na sede da ONU em Nova York, o chanceler reiterou que a Venezuela está oferecendo diálogo aos EUA, em consonância com uma carta enviada pelo presidente Nicolás Maduro ao presidente Joe Biden. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, também confirmou a disposição de Maduro para conversas diretas com o enviado especial americano, Richard Grenell.

A Casa Branca, por sua vez, confirmou o recebimento da carta, mas classificou o governo Maduro como “ilegítimo” e afirmou que o documento contém “muitas mentiras”. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que os EUA deslocaram ao menos oito navios de guerra e mais de 4.500 militares para a região caribenha, alegando a necessidade de combater o tráfico de drogas. Desde agosto, os EUA afirmam ter interceptado quatro embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico, três delas oriundas da Venezuela.

As tensões entre os dois países têm se intensificado, com acusações mútuas e um clima de desconfiança crescente. A Venezuela considera a presença militar dos EUA uma provocação, enquanto os Estados Unidos justificam suas ações como necessárias para a segurança regional.

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