- A aprovação da urgência da anistia para Jair Bolsonaro e outros condenados do 8 de janeiro gerou reações inesperadas entre os bolsonaristas.
- Manifestações contra a anistia e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem ocorreram no último domingo (21), superando mobilizações anteriores da direita.
- Líderes do Partido Liberal (PL) enfrentaram críticas por articular a votação da anistia em meio a uma pauta considerada problemática.
- Eduardo Bolsonaro enfrenta um processo no Conselho de Ética da Câmara que pode resultar em sua cassação e foi denunciado por coação pela Procuradoria-Geral da República.
- A situação se complicou com elogios de Donald Trump a Luiz Inácio Lula da Silva, o que pode impactar as esperanças de anistia para os bolsonaristas.
Bolsonaristas enfrentam reveses após aprovação da anistia
A recente aprovação da urgência da anistia para Jair Bolsonaro e outros condenados do 8 de janeiro provocou uma série de reações inesperadas entre os bolsonaristas. Manifestações contra a anistia e a PEC da Blindagem, que dificulta investigações de parlamentares, surpreenderam os aliados do ex-presidente, que esperavam um clima de celebração.
As manifestações, marcadas para o último domingo (21), superaram em número as grandes mobilizações da direita, como a do 7 de setembro. Líderes do PL, como Sóstenes Cavalcante e Rogério Marinho, foram criticados por articular a votação da anistia em meio a uma pauta considerada tóxica. Essa insatisfação se intensificou com o revés de Eduardo Bolsonaro, que teve sua indicação como líder barrada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Consequências legais e apoio inesperado
Eduardo Bolsonaro enfrenta um processo no Conselho de Ética da Câmara que pode levar à sua cassação. Além disso, ele foi denunciado por coação pela Procuradoria-Geral da República devido a sua atuação nos Estados Unidos, onde incentivou sanções contra autoridades brasileiras.
A situação se complicou ainda mais com os elogios de Donald Trump a Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia Geral da ONU. Trump afirmou ter tido uma “ótima química” com Lula, o que esvazia a narrativa de que apenas Eduardo Bolsonaro e seus aliados têm acesso ao ex-presidente americano. Essa aproximação entre os dois líderes pode impactar negativamente a já delicada situação da anistia.
Os bolsonaristas agora temem que a conversa agendada entre Trump e Lula sobre questões econômicas possa enterrar de vez as esperanças de anistia. A semana, marcada por reveses e surpresas, deixou os aliados de Bolsonaro em um estado de alerta e incerteza.
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