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Ministro da Cultura do Irã afirma que país pode, mas não quer construir bomba nuclear

Ministro de Cultura do Irã, Abbas Saleh Shariati, defende liberdade de expressão e condena atentado contra presidente Ebrahim Raisi.

El ministro de Cultura de Irán, este jueves en la embajada de su país en Madrid. SAMUEL SÁNCHEZ
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  • O ministro de Cultura do Irã, Abbas Saleh Shariati, participou do fórum de políticas culturais da Unesco em Barcelona, destacando-se como uma das poucas figuras iranianas em eventos internacionais.
  • Em entrevista, Shariati afirmou que o Irã nunca teve a intenção de desenvolver uma bomba nuclear e que as patrulhas que perseguiam mulheres sem véu não estão mais ativas.
  • Ele condenou o recente atentado contra o presidente Ebrahim Raisi, classificando-o como um ato de terrorismo que não reflete a vontade da maioria dos cidadãos iranianos.
  • Shariati comentou sobre a interceptação de uma flotilha por Israel que levava ajuda a Gaza, considerando importante o diálogo sobre a questão.
  • O ministro defendeu que a Europa não tem razões para reativar sanções contra o Irã, ressaltando a busca do país por uma abordagem mais aberta nas relações internacionais.

Recentemente, o ministro de Cultura do Irã, Abbas Saleh Shariati, participou do fórum de políticas culturais da Unesco em Barcelona, sendo uma das poucas figuras iranianas a se apresentar em eventos internacionais. O governo iraniano enfrenta severas críticas e sanções devido a suas políticas nucleares e sociais.

Em entrevista, Shariati afirmou que o Irã nunca teve a intenção de desenvolver uma bomba nuclear. “Poder, sim podemos, mas não queremos construir a bomba nuclear”, declarou. Ele destacou que as patrulhas que perseguiam mulheres sem véu não estão mais ativas, buscando um equilíbrio entre liberdade de expressão e os valores culturais do país.

Contexto Cultural e Político

O ministro também se referiu ao recente atentado contra o presidente Ebrahim Raisi, condenando-o como um ato de terrorismo. Shariati enfatizou que esse tipo de violência não reflete a vontade da maioria dos cidadãos iranianos. Em relação à lei do véu, ele mencionou que existe pluralismo cultural no Irã e que o governo está trabalhando para atender diferentes perspectivas sobre o assunto.

Além disso, Shariati comentou sobre a interceptação de uma flotilha por Israel que levava ajuda a Gaza, considerando-a um movimento interessante para apoiar os palestinos. Ele expressou que, apesar da expectativa de que Israel impediria a ajuda, o diálogo sobre a questão é importante.

Relações Internacionais

O ministro defendeu que a Europa não tinha razões para reativar as sanções contra o Irã, considerando que o país está buscando uma abordagem mais aberta em suas relações internacionais. A presença de Shariati em eventos fora do Irã sinaliza uma tentativa do governo de melhorar sua imagem e se engajar em diálogos sobre cultura e direitos humanos.

Com essas declarações, Abbas Saleh Shariati busca mostrar um Irã mais disposto ao diálogo e à mudança, em um momento em que o país enfrenta desafios internos e externos significativos.

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