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Paulinho da Força busca apoio de Hugo Motta para votação do PL da Dosimetria

Deputado Paulinho da Força se reunirá com Hugo Motta na terça-feira para discutir projeto de redução de penas, que enfrenta forte resistência popular e política

Paulinho da Força recorre a Hugo Motta para tentar destravar a votação do PL da Dosimetria na Câmara
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  • O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) se reunirá com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na próxima terça-feira, 7 de outubro, para discutir a votação do projeto de lei que propõe a redução das penas para os golpistas do 8 de Janeiro.
  • O projeto, chamado de “dosimetria”, busca um consenso entre os partidos, mas enfrenta resistência significativa, especialmente do PT e do PL.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se mantém distante das discussões, dificultando o avanço do texto na Câmara.
  • Uma pesquisa do PoderData indica que 64% da população é contra a redução das penas, com maior rejeição entre eleitores de Lula e Jair Bolsonaro.
  • A resistência popular pode impactar as decisões dos parlamentares nas próximas semanas.

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) se reunirá com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na próxima terça-feira, 7 de outubro, para discutir a votação do projeto de lei que propõe a redução das penas para os golpistas do 8 de Janeiro. O texto, que já enfrentou dificuldades na tramitação, busca um consenso entre os partidos, mas a resistência é significativa.

A proposta, reformulada e agora chamada de “dosimetria”, visa tornar a tramitação mais aceitável politicamente. Em entrevista recente, Motta afirmou que ainda não recebeu o parecer do relator e que a votação depende da finalização das conversas entre Paulinho e as lideranças partidárias. A expectativa é que o projeto seja avaliado sem obstáculos internos, mas a falta de apoio do Senado é um fator complicador.

Resistências e Apoios

O projeto enfrenta forte oposição de partidos como o PT e o PL, que se posicionam contra a proposta por razões distintas. Enquanto o PT é contra a redução das penas, o PL defende uma anistia ampla. Por outro lado, o Centrão parece inclinado a apoiar a dosimetria, considerando-a uma alternativa que pode atender a diversas demandas internas.

Outro desafio é a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se mantém distante das discussões. Sem um sinal claro do Senado, a Câmara hesita em avançar com o texto, temendo repetir frustrações legislativas anteriores. Motta busca recuperar a imagem da Câmara após episódios de desgaste, focando em pautas populares.

Rejeição Popular

A proposta de anistia também enfrenta crescente rejeição da população. Uma pesquisa do PoderData revelou que 64% dos brasileiros são contra a redução das penas, com apenas 27% a favor. A rejeição é ainda maior entre os eleitores de Lula, com 74% se opondo à anistia, e 55% entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Essa resistência popular pode influenciar as decisões dos parlamentares nas próximas semanas.

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