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Guajajara defende cooperação internacional em negociações climáticas sem EUA

Sonia Guajajara destaca a importância da cooperação internacional e critica a ausência dos EUA nas negociações climáticas para a COP30.

Sem poder contar com os EUA, Guajajara defende cooperação internacional nas negociações climáticas
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  • A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, destacou a importância da cooperação internacional nas negociações climáticas, especialmente com a COP30 programada para Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025.
  • Ela apontou a ausência dos Estados Unidos como um obstáculo para avanços nas políticas ambientais globais, dificultando acordos multilaterais.
  • Guajajara também criticou o marco temporal, que impede a demarcação de terras indígenas, e lamentou a falta de progresso na Câmara de Conciliação do Supremo Tribunal Federal.
  • A ministra defendeu a importância de consultas e consentimentos prévios em projetos de exploração na Amazônia, reafirmando os direitos territoriais dos povos originários.
  • A COP30 contará com a maior presença indígena da história das conferências climáticas, com expectativa de reunir cerca de três mil indígenas.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, ressaltou a importância da cooperação internacional nas negociações climáticas, especialmente com a COP30 se aproximando, programada para ocorrer em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025. Durante um encontro com jornalistas nesta terça-feira, 7, ela destacou a ausência dos Estados Unidos como um grande obstáculo para avanços nas políticas ambientais globais.

Guajajara afirmou que a falta de engajamento dos EUA tem dificultado acordos multilaterais. “É muito difícil alcançar os avanços esperados sem os Estados Unidos”, declarou. Apesar desse desafio, a ministra enfatizou a articulação com novos parceiros e o papel central dos povos indígenas nas discussões climáticas, mencionando o Fundo Tropical das Florestas Para Sempre (TFFF), que já atraiu o interesse de quarenta países.

Críticas ao Marco Temporal

A ministra também criticou o marco temporal, que classifica como um impedimento significativo para a demarcação de terras indígenas. Guajajara lamentou a falta de progresso na Câmara de Conciliação do Supremo Tribunal Federal e reiterou a importância de consultas e consentimentos prévios em projetos de exploração de petróleo na Amazônia, defendendo os direitos territoriais dos povos originários.

A COP30 será um espaço para a maior presença indígena na história das conferências climáticas, com expectativa de reunir cerca de 3 mil indígenas. Guajajara enfatizou a necessidade de sensibilizar outros países sobre a pauta ambiental, destacando que o governo brasileiro prioriza o combate às mudanças climáticas em detrimento de investimentos em armamentos.

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