- O União Brasil decidiu, nesta quarta-feira, afastar Celso Sabino de suas funções no partido.
- A medida foi aprovada por unanimidade pela executiva nacional e inicia um processo de expulsão devido à sua permanência no Ministério do Turismo, desconsiderando as diretrizes do partido.
- Com o afastamento, Sabino perde o acesso ao fundo partidário e suas funções partidárias estão suspensas.
- A cúpula do União Brasil também determinou uma intervenção no diretório do Pará, anteriormente liderado por Sabino.
- O partido reafirmou seu compromisso com a transparência e a responsabilidade nas decisões, refletindo divisões internas entre os membros sobre o apoio ao governo Lula.
O União Brasil, partido que integra a base do governo Lula, decidiu, nesta quarta-feira (8), afastar Celso Sabino, ministro do Turismo, de suas funções no partido. A medida foi aprovada por unanimidade pela executiva nacional e inicia um processo de expulsão, em resposta à sua permanência no ministério, ignorando as diretrizes da sigla.
O afastamento de Sabino ocorre enquanto ele ocupa cargos na executiva nacional e no diretório estadual do União Brasil. Com a decisão, ele não terá mais acesso ao fundo partidário e suas funções partidárias estão suspensas. Além disso, a cúpula do partido determinou uma intervenção no diretório do Pará, que era liderado por Sabino.
A nota divulgada pelo partido destaca o compromisso com a transparência e a responsabilidade nas decisões, reafirmando a necessidade de preservar os princípios e valores da legenda. Sabino, que se posicionava como um defensor da gestão petista, tentava convencer seus colegas a permitir sua permanência no ministério até o final do ano.
Divisões Internas
Nos últimos dias, o ministro buscou apoio para permanecer no cargo, especialmente em um momento em que o União Brasil antecipou seu desembarque do governo, estabelecendo um prazo de 24 horas para que os filiados entregassem seus cargos. Apesar de suas tentativas, a decisão da executiva foi clara e reflete as divisões internas do partido, onde alguns dirigentes desejam romper com o governo, enquanto uma parte significativa da base no Congresso ainda apoia Lula.
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