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Centrão e direita deixam governo derrotado na votação da MP do IOF

Derrota da MP do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) amplia tensão entre Planalto e Centrão; Kassab e Tarcísio lideram manobra que derruba a medida, 251 a 193

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • A rejeição da Medida Provisória 1303, proposta de tributação do IOF, ocorreu em nove de outubro de dois mil e vinte e cinco, com duzentos e cinquenta e um votos contra e cento e noventa e três a favor, sinalizando união do Centrão contra o Planalto.
  • O Centrão, formado por partidos como o PP, União Brasil e PSD, atuou nos bastidores para derrubar a MP, sob liderança de Gilberto Kassab, presidente do Partido Social Democrata (PSD), e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
  • A MP buscava uma nova fonte de arrecadação estimada em até trinta e cinco bilhões de reais, o que poderia ajudar a equilibrar o orçamento e financiar programas sociais.
  • Após a derrota, houve expulsões de ministros alinhados aos partidos do Centrão: Celso Sabino, do Turismo, pelo União Brasil, e André Fufuca, do Esporte, pelo PP, por desobediência à orientação das siglas.
  • A derrota é encarada como sinal de tensões crescentes entre o governo e o Congresso, com o Centrão buscando reafirmar autonomia e resistência a medidas que aumentem a receita.

A rejeição da Medida Provisória 1303, que tratava da tributação do IOF, representa um novo desafio para o governo Lula. A votação, ocorrida em 9 de outubro de 2025, resultou em 251 votos contra e 193 a favor, evidenciando a união do Centrão, liderado por partidos como PP, União Brasil e PSD, em um movimento contrário ao Palácio do Planalto.

Nos bastidores, a manobra para derrubar a MP foi articulada por Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. O objetivo foi claro: evitar que o governo Lula obtivesse uma nova fonte de arrecadação, estimada em até 35 bilhões de reais, que ajudaria a equilibrar o Orçamento e viabilizar programas sociais.

Conflito Político

A derrota na votação não foi apenas uma questão de política fiscal, mas um sinal de tensões crescentes entre o governo e o Congresso. Kassab e Tarcísio incentivaram seus aliados a não “dar fôlego fiscal” ao presidente. A votação foi vista como um teste de força, onde o Centrão procurou reafirmar sua influência e autonomia em relação ao Executivo.

Além disso, a rejeição da MP também teve um caráter de retaliação. Após a derrota na PEC da Blindagem, os líderes do Centrão esperaram o momento certo para agir. A pesquisa Quaest, divulgada no dia anterior à votação, indicava um empate técnico na aprovação de Lula, o que pode ter incentivado a ação.

Ministros Rebeldes e Futuro

A votação também refletiu a insatisfação de partidos que, embora tenham rompido com o governo, ainda mantêm ministros em seus quadros. O União Brasil expulsou o ministro do Turismo, Celso Sabino, e o PP fez o mesmo com André Fufuca, ministro do Esporte, ambos por desobedecerem a orientação partidária.

Após a derrota, Lula declarou que quem perdeu não foi o governo, mas o País, ao afirmar que a rejeição da MP favoreceu os mais ricos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também criticou a atuação do Centrão, que, segundo ele, protegeu o mercado financeiro. Para o governo, a queda da MP sinaliza um novo ciclo de tensões com o Congresso, com a expectativa de resistência a qualquer medida que implique aumento de receita.

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