- STF tem maioria para manter Sergio Moro como réu em ação por calúnia e difamação contra Gilmar Mendes; denúncia de 2023, apresentada pelo ex-procurador-geral Augusto Aras, envolve vídeo de festa junina de 2022.
- Moro disse, em redes sociais, que o pedido de vista do ministro Luiz Fux é oportunidade para revisar a denúncia, mas o resultado já está definido.
- Fux solicitou vista, suspendendo temporariamente o julgamento; ele tem até 90 dias para analisar o caso antes de devolvê-lo à Turma.
- Relatora, ministra Carmen Lúcia, já votou pela manutenção da ação penal, acompanhada por Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin.
- Defesa de Moro sustenta que não houve intenção de caluniar Gilmar Mendes, classificando o episódio como piada infeliz; o processo segue no STF, com debates sobre liberdade de expressão e limites da crítica política.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já conta com uma maioria formada para manter o senador Sergio Moro (União-PR) como réu em uma ação por calúnia e difamação contra o ministro Gilmar Mendes. A denúncia, apresentada em 2023 pelo ex-procurador-geral da República Augusto Aras, está relacionada a um vídeo de uma festa junina em 2022, onde Moro insinuou que seria possível “comprar um habeas corpus” de Mendes.
Neste sábado, Moro elogiou o ministro Luiz Fux após este solicitar vista do processo, o que suspende temporariamente o julgamento. Em sua manifestação nas redes sociais, o senador considerou o pedido uma “oportunidade única” para revisar a denúncia que, segundo ele, foi feita de maneira apressada. Apesar do pedido de vista, a situação não altera o resultado já definido, pois a Primeira Turma do STF já tem votos suficientes para manter Moro como réu.
Análise do Processo
Fux agora terá um prazo de até 90 dias para analisar o caso antes de devolvê-lo à Turma. A relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, já votou pela manutenção da ação penal, acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin. Este último, conhecido por sua atuação na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato, também se posicionou a favor da continuidade do processo.
A defesa de Moro argumenta que ele não teve a intenção de caluniar Gilmar Mendes, classificando o episódio como uma “piada infeliz”. A continuidade do caso no STF gera expectativas sobre o desdobramento da situação, que envolve questões delicadas sobre liberdade de expressão e limites da crítica no ambiente político.
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