- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou pré-candidatura à Presidência em 18 de agosto; desempenho nas pesquisas não tem sido promissor e 52% do eleitorado não o conhece.
- Pesquisas da Genial/Quaest, divulgadas em 8 de outubro, apontam 11% de intenções de voto no melhor cenário de Zema, com grande parte variando entre 3% e 5%.
- Zema tem tentado se conectar com eleitores por meio de palestras e encontros, mas os resultados seguem insatisfatórios em nível nacional.
- Zema aproxima-se do PSD (Partido Social Democrata), sob Gilberto Kassab, que sinaliza formar chapa com Tarcísio de Freitas como presidente e Zema como vice.
- O encontro entre Kassab e Zema ocorreu em Belo Horizonte no início de outubro; há possibilidade de Mateus Simões, vice-governador de Zema, filiar-se ao PSD para viabilizar a chapa.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República em 18 de agosto. Desde então, sua trajetória não tem se mostrado promissora nas pesquisas de intenção de voto. Apesar de sua popularidade em Minas, Zema enfrenta desafios para se tornar conhecido em nível nacional, com 52% do eleitorado afirmando não conhecê-lo.
Recentemente, Zema tem buscado se conectar com o eleitorado por meio de palestras e encontros, mas os resultados ainda são insatisfatórios. De acordo com uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada em 8 de outubro, ele alcança apenas 11% das intenções de voto em seu melhor cenário, enquanto a maioria oscila entre 3% e 5%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e os governadores de São Paulo e Paraná, Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior, apresentam desempenhos superiores.
Alianças e Articulações
Diante desse cenário, Zema tem se aproximado do PSD, liderado por Gilberto Kassab, que pode ser fundamental para sua candidatura. Kassab já sinalizou que a prioridade é formar uma chapa com Tarcísio de Freitas como candidato a presidente e Zema como vice. Essa articulação pode ser crucial para fortalecer a presença de Zema no cenário nacional.
O ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo se reuniu com Zema em Belo Horizonte no início de outubro, mas os detalhes do encontro não foram divulgados. O vice-governador de Zema, Mateus Simões, também pode se filiar ao PSD, o que poderia facilitar a articulação de uma chapa competitiva.
Desafios e Perspectivas
Os desafios para Zema são claros: tornar-se conhecido nacionalmente e construir uma base sólida de apoio. A pesquisa mostra que, apesar de um leve aumento no reconhecimento, a intenção de voto caiu. O cientista político Adriano Cerqueira destaca que Zema deve se concentrar em alianças estratégicas, uma vez que seu partido, o Novo, não possui a estrutura necessária para sustentar uma candidatura presidencial isolada.
Com o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais é um ponto estratégico. A articulação com o PSD pode não apenas ampliar o alcance de Zema, mas também impactar diretamente as eleições estaduais, especialmente com a possível candidatura de Pacheco ao Senado.
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