- O julgamento do núcleo quatro da trama golpista do Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso na tarde de terça-feira, 14, pelo presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino; a sessão foi remarcada para terça-feira, 21.
- O processo envolve sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos, incluindo militares da ativa e da reserva, além de um civil.
- A suspensão ocorreu após leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas.
- Na próxima sessão devem ocorrer os votos dos ministros e a dosimetria das penas, caso haja condenação; Moraes inicia as votações, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Flávio Dino.
- As acusações incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa armada; a PGR apontou indícios robustos de autoria e materialidade, indicando rede estruturada para corroer instituições democráticas.
O julgamento do núcleo 4 da trama golpista foi suspenso na tarde desta terça-feira, 14, pelo ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão, que se seguiria na quarta-feira, foi adiada para a próxima terça-feira, 21. O julgamento envolve sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado e crimes relacionados.
A suspensão ocorreu após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e as manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e das defesas dos réus. Na próxima sessão, são esperados os votos dos ministros e a dosimetria das penas, caso haja condenação. O primeiro a votar será Moraes, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Flávio Dino.
Acusações e Indícios
Os réus enfrentam acusações graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa armada. Entre os acusados estão tanto militares da ativa quanto da reserva, além de um civil. Durante a leitura do relatório, Moraes ressaltou que a PGR apresentou indícios robustos de autoria e materialidade, evidenciando uma rede estruturada que visa corroer a confiança nas instituições democráticas.
Gonet, por sua vez, enfatizou que os réus atuaram de forma coordenada para destruir o Estado de Direito, utilizando o disfarce da liberdade de expressão. Ele destacou a importância dos ataques digitais como parte essencial do plano golpista. O desfecho desse julgamento pode ter consequências significativas para a estabilidade política no Brasil.
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